terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Capítulo 36

 Mel narrando

Passamos praticamente o dia inteiro na praia, almoçamos em um restaurante ali perto e passamos o resto do dia ali. Marina se divertiu muito e eu também. Chay sempre inventava algo novo pra fazermos lá. Aproveitei para tomar um sol, pois estava branca demais. Até que deu um resultado, mínimo, mas me agradou.

Chay até tentou me ensinar a surfar, mas eu não levo muito jeito para a coisa, mas foi engraçado e divertido.

Quando já estava anoitecendo decidimos ir embora, a praia ainda estava bastante movimentada, pessoas caminhavam por ali, ainda tinha alguns surfistas tentando pegar uma onda, mas já estávamos muito cansados, então optamos por ir para casa.

No caminho de volta recebo uma ligação de minha mãe. Dizendo que estavam todos lá na casa, como de costume, pois eles iriam fazer um churrasco de ultima hora. Eu quase disse que não estava muito a fim de ir, pois estava bem cansada, mas pensei que seria uma ótima oportunidade de minha família conhecer Chay. Disse a minha mãe que levaria uma pessoa comigo e ela concordou. Estariam quase todos lá, então seria melhor que ele já conhece.

- Vai rolar um churrasco lá na casa dos meus pais… você podia ir com a gente Chay. – falei.

- É mesmo! Uma ótima idéia! – Marina falou entusiasmada.

- Na casa dos seus pais? – ele perguntou com certo receio.

- Sim… aí você aproveita para conhecê-los. – falei. E ele me olhou  sério. Será que não ele não queria?

- Acho que é uma ótima idéia. – ele sorriu enfim.

Ele me deixou em casa com Marina e foi para a sua, tomar banho e se arrumar. Eu fiz o mesmo e fui direto pro chuveiro com Marina, tomamos banho juntas para não demorar tanto, pois em minutos Chay estaria aqui e logo o churrasco começaria.

Optei por usar um vestido que era soltinho e só marcava a cintura, tomara-que-caia 
(Look Mel). Eu estava com uma leve marca do biquíni, o que me deixou contente. Calcei uma sandália baixa, passei um pouco de maquiagem e deixei meu cabelo solto. Meu perfume favorito e meus acessórios básicos. Marina se arrumou sozinha, ela mesmo escolhendo o que usaria e vestiria.

 -

Em poucos minutos Chay chegou. Ele nem subiu, nós logo descemos. Ele estava de bermuda e camiseta. Estava natural e incrivelmente lindo, num estilo mais despojado e informal.

Chegamos a casa de meus pais e estacionamos. Havia uns carros diferentes lá, devia ter mais gente pro tal churrasco.

Senti certo nervosismo de Chay, ele estava com um pouco de receio me pareceu.

- Lindo, não precisa ficar tenso. Meus pais são gente boa, assim como o resto da galera que estiver aí. Ta tudo bem. – falei o tranquilizando.

- Estou um pouco tenso mesmo. Isso é tudo muito novo para mim. – ele respondeu. – Eu nunca fiz isso antes… – ele confessou.

- Isso o que? – perguntei sem entender.

- Isso, ir na casa da pessoa que está comigo, conhecer os pais, a família… é novo.

- Você nunca namorou? –perguntei.

- Já, mas nada muito sério. – vi que Marina nos deixou a sós lá fora e foi entrando sozinha na casa.

- Fica calmo, é normal. Tenho certeza que todos gostarão de você. – falei e ele sorriu tímido. Beijei seus lábios com delicadeza e segurei em sua mão, firme. Entramos juntos. Todos estavam no quintal de casa, como de costume, meu pai assumindo a churrasqueira. As pessoas já bebiam e beliscavam algum petisco. Todos olhavam para nós dois. Avistei Marina que já estava no colo de Arthur.

Assim que me viu, Lua veio em minha direção, de abraços abertos.

- Melanieeeeeee! – ela me abraçou forte. Depois direcionou seu olhar para Chay e de volta para mim.

- Lua esse é Chay. Chay, essa é Lua, minha cunhada, amiga e madrinha de Marina. – apresentei os dois. Lua olhou para mim, com seu olhar de aprovação que só eu entendia. Sorri em resposta.

- Você sabe onde está a minha mãe? – perguntei.

- Ana está com minha mãe na sala. – Lua falou. Ainda segurando a mão de Chay fui ao meu pai primeiro e o apresentei.

Ele pareceu ter gostado de Chay o que causou um alivio para mim. Depois foi a vez de minha mãe conhecê-lo. Ela simplesmente adorou ele. Disse que ele era muito bem-vindo na família, e ainda disse que ele era lindo. Dona Ana era demais. Chay sorriu tímido com seu comentário.

Ele conheceu todos por lá, apresentei pro meu irmão e os dois pareceram se dar super bem. Logo engataram numa conversa. Resolvi deixar os dois conversando, pra poder ir falar com Lua, que com aquele seu olhar me chamava.

- Eu vou ali falar com a Lua, ta bom? Fica a vontade. – falei com Chay. Dei um beijo em sua boca e o deixei com Arthur. Fui até Lua, que me esperava na varanda.

- Menina! Você está com um deus grego! Com todo o respeito, mas esse homem é gato demais! – Lua falou e me fez rir.

- Não é? Ele é todo lindo amiga, e tudo de bom! – falei sorrindo.

- Ai como é bom estar apaixonada! – ela fez um coração no ar.

- Boba. Parece que o ele o Thur estão se dando bem. – falei.

- É, eles estão conversando há um tempo. E o seu Fernando, o que disse sobre ele? – ela perguntou curiosa.

- Ah, você conhece o meu pai né? Ele cumprimentou o Chay, mas não disse mais nada. Mas é o jeito dele. Com certeza ele vai me dizer algo a respeito amanhã. Mas pelo que eu percebi, ele gostou dele.

- Com certeza amiga, nisso você pode ficar despreocupada.

Ficamos conversando mais um pouco, mas depois fui para perto de Chay, ele estava bem mais relaxado e realmente se deu bem com meu irmão. Meu pai conversou conosco e pude ter a certeza de que tinha aprovado minha escolha. Curtimos muito por lá. Foi tudo muito agradável e divertido, fechamos o dia com chave de ouro e eu mais feliz que nunca!





(Oi Galerinha, passei pra postar pra vcs o ultimo capitulo do ano rsrs. Quando eu voltar pra casa na sexta,  eu posto um monte de capítulos pra vocês,  ok? Beijos e Feliz Ano Novo ;)


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Capítulo 35

Mel narrando

Em um dia eu fazia a surpresa e no outro era a surpreendida. Acordei com Chay sentado em minha cama, me vendo dormir. Eu não esperava, mas adorei isso que ele fez. Ele sabia exatamente como me agradar, como me fazer bem. O beijei ali no quarto e depois fomos para a cozinha. Marina estava sentada em uma das cadeiras nos esperando.
Tinha de tudo, pão de queijo, omelete, suco e tudo que podia imaginar.
- Vocês fizerem tudo isso? – perguntei ainda admirando a linda mesa que eles puseram.
- Eu fiz o suco sozinha, e o Chay fez o resto, acho que está tudo uma delicia. – Mari falou.
- E aí, gostou? – Chay me abraçou por trás e beijou minha bochecha.
- A mesa está linda e o cheiro está ótimo, temos agora que saborear. – falei e eles riram.
- Senta aqui. – Chay puxou a cadeira para mim e eu me sentei. Antes de ele se sentar me deu um leve beijo nos lábios e puxou uma cadeira, sentando-se ao meu lado.
- Vocês querem me deixar gorda, só pode. Vou ter que comer de tudo. – falei rindo.
- Mãe, mesmo se você ficar gorda continuará linda e princesa. – Marina falou e me fez rir.
- Isso mesmo Mari, sua mãe é linda de qualquer jeito. – Chay falou e eu soprei um beijo pra ele.

Comi de tudo que havia na mesa. Chay realmente sabia mexer na cozinha, estava tudo muito bom, eu comi demais. Depois que acabamos, eu lavei a louça suja com a ajuda de Marina e Chay, eles secavam e guardavam as coisas no lugar. Eram quase 10 horas da manhã.
Fui para a sala e eles foram juntos. Chay sentou-se no sofá e eu me deitei, colocando minha cabeça em seu colo. Ela passava as mãos por meus cabelos.
- E então, o que a gente vai fazer hoje? – perguntei.
- Eu estava com ideia de ir para a praia, estou até com a minha prancha de surf no carro. O dia tá ótimo pra isso. – Chay respondeu.
- Oba, praia! Eu quero! – Marina falou animada. – Vamos mamãe?
- Acho que é uma boa, a gente mora no aqui no Rio de Janeiro e quase nunca vai à praia. Então vamos arrumar as coisas, Mari, escolhe o biquíni que eu arrumo a sua bolsa, tudo bem?
- Está bem mãe. – ela foi para o quarto e eu fui para o meu, puxando Chay pela mão para me acompanhar.

Abri uma gaveta, onde eu só guardava coisas de praia, biquínis, maiôs, cangas, saídas de praia, todas essas coisas. Eu estava indecisa sobre o que usaria.
- Qual a duvida? – Chay perguntou percebendo minha indecisão.
- Eu não sei se uso biquíni ou maiô. – respondi.
- Ah, eu voto pelo biquíni. – ele respondeu.
- Acho que também prefiro. – respondi. Escolhi um biquíni, azul marinho que tinha detalhes brancos. – Eu vou no banheiro me trocar, não demoro.
- Você pode se trocar aqui mesmo, que eu não vou me importar. – ele disse malicioso.
- Palhaço. – falei rindo e ele também riu.

Fiquei apenas alguns minutos no banheiro. Coloquei o meu biquíni e por cima um vestido branco, bem soltinho e fresco, para praia mesmo. Passei protetor solar e saí do banheiro.
- Você está linda. – ele me fez rir e me abraçou, beijando meu pescoço. Eu fiz o mesmo e notei que ele se arrepiou.

Terminei de arrumar as coisas minhas e de Marina e saímos juntos, no carro dele. Em poucos minutos estávamos lá. A praia estava um pouco cheia, devido a ser época de férias, mas estava boa. O dia estava quente. Procuramos um bom lugar na areia, onde Chay colocou um grande guarda-sol para nos proteger. Coloquei cadeira de praia e esteiras no chão.

Chay tirou a camisa, ficando apenas de bermuda. Que corpo escultural aquele homem tinha, meu Deus! Eu sentia vontade de agarra-lo, mas me contive, estávamos na praia e com uma criança junto. Fiquei o admirando por um longo tempo.
- Passa protetor nas minhas costas, quero cair logo nesse marzão. – ele pediu. Peguei o protetor e ele se sentou à minha frente, de costas para mim. Espalhei o creme por lá e passei delicadamente, cobrindo cada parte de seu corpo. – Vou dar uma caída e já volto. – ele me deu um beijo, colocou a prancha debaixo do braço e saiu correndo pela areia em direção ao mar. Fui com Marina para beirada do mar, para ficar observando-o a fazer suas manobras sobre a prancha. Ele mandava super bem.
Depois de alguns minutos ele saiu do mar e veio até nós.
- Caramba, você manda super bem. – falei. Ele sorriu para mim.
- Eu adorei! – Marina respondeu.
- Agora vamos nós três entrar na água, que tal? – ele perguntou.
- Vamos, vamos, vamos! – Marina falou animada. Por precaução coloquei boias nos braços dela.

Eu tirei meu óculos de sol e o meu vestido. Notei que Chay observava o meu corpo atentamente, com um ar malicioso. Eu senti minhas bochechas corarem de vergonha e ele percebeu e riu. Deu um beijo na minha bochecha e me deu a mão. Marina também segurou a mão dele e entramos juntos na água, que estava numa temperatura ótima.
Ficamos por lá, Chay sempre comigo, nos beijamos a todo instante, mas sempre de olho na minha pequena. Estava sendo um dia e tanto.



Capítulo 34

Chay narrando

Acordei cedo como de costume. Fui para a minha sacada e o dia estava lindo. Bastante sol e ventava um pouco, uma ótima oportunidade de ir para a praia e pegar umas ondas, o que eu não fazia há bastante tempo. Até me esqueci da ultima vez que peguei uma onda. Eram oito horas da manhã. Peguei meu celular e disquei o numero de Mel, queria que ela e Marina fossem a praia comigo.
- Alô. – uma voz infantil atendeu do outro lado da linda. Marina.
- Oi Mari, é o Chay, tudo bem?
- Chay! – ela deu um grito no telefone. – Tudo bem e você tá bem?
- Eu to bem sim, e sua mãe? – perguntei.
- A minha mãe está dormindo ainda, aquela dorminhoca. Quer que eu chame ela?
- Não, não Mari. Tenho uma ideia melhor. Eu vou aí, fazer uma surpresa para ela, o que acha?
- Eu acho legal, mas vem logo antes que ela acorde. – ela falou.
- Estou indo, num minuto chego aí. Beijo linda. – desliguei o telefone e comecei a preparar as coisas para ir pra praia. Desci com a prancha de surf e coloquei no carro.

Dirigi até o edifico dela, ela tinha me passado o endereço na noite anterior. Não ficava muito longe de onde eu morava, apenas alguns minutos de carro. Liguei de novo para o celular dela e Marina atendeu. Eu disse que estava na porta, e ela abriu sem fazer barulho. Ela pulou no meu colo assim que me viu e me deu um beijo no rosto.
- A dorminhoca ainda está dormindo? – perguntei.
- Sim, ainda não acordou. Eu ia chamar, mas você disse que queria fazer surpresa né?
- Isso. Me mostra onde é o quarto dela. – pedi. Marina me puxou pela mão e me levou até lá.
- Pode entrar. – ela falou. – Eu vou pra sala voltar a assistir o desenho.

Marina saiu e eu me aproximei da cama de Mel. Ela dormia serenamente, os cabelos soltos, bagunçados, mas ainda sim ela estava linda. Parecia até um anjo. Eu fiquei ali a admirando. Queria tocá-la, mas não queria que ela acordasse, aparentava estar tendo um sonho bom, pois vez ou outra seus lábios se repuxavam em um sorriso.

Saí do quarto e fui até a sala. Marina estava deitada no sofá e assistia um desenho na TV.
- Ela acordou? – Marina perguntou.
- Não, eu não quis acorda-la. Ela parece estar sonhando algo bom, é melhor a deixarmos dormir um pouco mais. – respondi.
- A gente podia preparar o café da manhã. – Mari sugeriu. – Eu estou com fome. – ela passou a mão na barriga e eu ri.
- Ótima ideia pequena. Vamos fazer isso. – ela se animou e fomos para a cozinha.

Preparamos omelete, bacon com ovos, assei pão de queijo e Marina fez o suco, pois ela disse que o dela era o melhor. Fizemos tudo isso e Mel não acordou, ela estava com sono mesmo. Arrumamos a mesa e eu voltei ao quarto de Mel.

Sentei-me na cama ao seu lado e fitei seu rosto. Vagarosamente passei minha mão em seus cabelos negros, depois meus dedos por sua face, seus lábios. Ela sorriu ainda de olhos fechados, acho que sentiu que era eu. Abriu os olhos lentamente e assim que me viu abriu novamente um largo sorriso.
- Você é doido sabia? – ela se sentou, puxando o lençol para cobrir o corpo. Ela usava apenas um top.
- Doido você já me deixou muito tempo. – respondi e ela sorriu. – Não gostou de eu estar aqui?
- Claro que eu gostei, eu amei. Mas já pensou se eu estivesse… pelada? – ela sussurrou.
- Ué, eu não ia me importar. Tenho certeza que você fica linda assim. – respondi e ela me deu um tapa no braço. – Ai!
- Você tá muito safado sabia? – eu apenas ri. – Que cheiro bom é esse? – ela perguntou.
- Eu e a Mari preparamos o café da manhã enquanto a bela dormia. Vamos comer, estamos apenas te esperando. – falei.
- Eu vou, mas antes você tem que me dar licença. – ela pediu.
- Por quê? – eu me fazia de desentendido.
- Chay, eu estou quase sem roupa. Preciso me trocar. – ela falou.
- Eu fecho os olhos, não vou ver nada. – falei e ela riu.
- Você não tem jeito mesmo né? – ela riu. Mel se levantou. Ela usava um top e um shortinho bem curto, quase fiquei louco tendo aquela visão do paraíso e queria agarra-la, mas me contive e fingia não ver. Ela pegou uma roupa e foi para o banheiro. Eu continuei sentado ali, esperando ela, que logo saiu.
- Não vi nada. – falei a puxando.

- Sei, sei… – ela riu. Nos beijamos  ali no quarto ainda, eu matando toda a saudade que ela me causava em apenas algumas horas.

Capítulo 33

Chay narrando

Fiquei ali com Mel, abraçando-a e juntos observando aquela vista maravilhosa que eu tinha da sacada do meu quarto. Eu gostava de ficar ali, poder ver o mar, mesmo que de longe, admirar o céu, as estrelas… eu gostava de natureza.
Eu dava leves beijos em seu pescoço e podia sentir que ela se arrepiava quando eu fazia isso. Mas parecia que ela gostava então eu fazia. Ficava inalando seu doce cheiro. Estreitei mais os meus braços em torno dela e ela se aconchegou mais em mim. Eu poderia passar a noite inteira ali com ela, só assim, nesse silencio, um apenas sentindo a respiração do outro.
Eu nunca tinha sentido algo assim por nenhuma outra mulher, nunca trouxe nenhuma na minha casa e isso era estranho. Porque com Mel eu queria tudo isso e muito mais, até que ela conhecesse meus pais eu desejava, ela está na minha casa agora, eu cantei e toquei para ela. Eu não entendia muito bem o que eu sentia… podia estar gostando dela, podia ser paixão, ou qualquer outra coisa, eu não sabia. Só sabia que era bom e que me fazia muito bem. E acho que isso que importa no momento, ela está me fazendo bem e acho que também estou fazendo bem para ela. E tinha a Marina, eu tinha um carinho gigantesco por aquela menina e sabia que ela também tinha um certo carinho por mim.
Virei Mel de frente para mim, colei nossos corpos novamente. Ela tinha o olhar fixo no meu e sustentei o seu olhar. Ela me olhava de um jeito que transmitia ternura, carinho, afeto. Eu tentava passar a mesma coisa para ela. Mel sorriu para mim, eu também sorri. Passei meu dedo em seus lábios delicados. Dei um leve beijo na ponta de seu nariz, o que a fez rir. Depois colei minha boca na dela. A beijei calmo e delicadamente. Depois ela intensificou o beijo, mordiscando meu lábio inferior, eu adorava quando ela fazia isso.
- Acho que está na hora de eu ir embora. – ela sussurrou em meio a um beijo. Tomei sua boca, a beijando novamente. Minhas mãos, a apertando forte na cintura e as suas deslizando por minhas costas.
- Está cedo… – sussurrei.
- Não está… o tempo passa rápido demais quando a gente tá assim juntinho… – ela me puxou para mais perto e voltou a me beijar. Essa mulher já tinha me enlouquecido e queria me enlouquecer mais. – Vou pegar Marina, eu tenho mesmo que ir. – ela me deu um beijo e eu a soltei, devagar, sem pressa.
Ela foi ao quarto de TV para pegar Marina e eu fui atrás dela. Estava tudo muito quieto, Mari provavelmente havia dormido.
- Está vendo, está mesmo tarde. Marina já dormiu. – Mel falou.
- Você não precisa ir embora, você podia dormir aqui… – falei e ela sorriu maliciosa. A puxei e a beijei novamente.
- Você é doido né? Eu tenho que ir embora. – ela falou.
- Mas vocês são iam dormir. Não ia acontecer nada demais. – eu respondi. Ela riu, não levando a serio o que eu disse. Eu também não levei muito a serio. Seria difícil ela dormir aqui e nada acontecer…
- É sério, é melhor eu ir embora e amanhã a gente se vê. – ela falou. – Você vai trabalhar amanhã?
- Não, não. Por causa dessa viagem e pelos dias trabalhados lá em BH como voluntários, eu e Mica ganhamos uma semana de férias. – falei.
- Então, a gente pode sair amanhã… – ela falou. Eu queria que ela ficasse, mas respeitaria a sua vontade.
- Tudo bem, eu vou te ligar cedo, é bom estar acordada. – falei e ela riu.
- Sim senhor, estarei  acordada, então é melhor eu ir.
- Eu te ajudo a levar a Marina para o carro. – peguei a menina no colo e desci com ela. Deitei Marina no banco de trás. – Como você vai fazer pra subir com ela?
- Eu dou um jeito. O porteiro me ajuda. – ela respondeu.
- Agora vem cá e me dá mais um beijo, pra me despedir. – ela sorriu e me beijou. Eu não queria soltá-la, não queria que ela fosse. Eu tinha que me controlar, afinal amanha nos veríamos novamente. – Eu adorei o que vocês fizeram hoje, foi uma surpresa linda. – ela apenas sorriu e me beijou de novo. Beijei seu pescoço e ela entrou no carro. Esperei ela se afastar e depois voltei para meu apartamento.







segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Capítulo 32

Mel narrando

Pedimos as pizzas e comemos bastante. Acho que até exagerei um pouco, mas elas estavam deliciosas. Até Marina comeu bem. Depois ela voltou para a outra sala para continuar a assistir seus desenhos, como ela gostava, até eu gostava de assistir com ela vez ou outra.
Chay me levou para conhecer o resto do seu apartamento. Tinha dois quartos, o seu era o maior de lá. A cama dele era de casal e bem grande, estava tudo impecavelmente arrumado. Sua mãe fizera um ótimo trabalho por ali. Conheci tudo por lá, até a cozinha dele era grande, ele me disse que nas horas livres, quando não estava no mar, gostava de ir pra cozinha e fazer algo. Me mostrou sua prancha de surf, seu violão.
- Você toca? – perguntei.
- Sim e canto também. Adoro musica. – ele respondeu.
- Eu também toco e canto de vez em quando. Musica me acalma. – falei.
- Temos uma coisa em comum. – ele falou rindo.
- Toca alguma coisa? Queria te ver cantar. – pedi.
- Com essa cara linda, claro que canto. – ele respondeu. Eu sorri. Ele pegou o violão e começou a tocar. Tocava incrivelmente bem, e depois pude ouvir sua voz. Ele cantava super bem.
Eu fiquei fascinada o admirando, tocando e cantando, ele ficava ainda mais lindo. Como podia, ser assim? Ele era incrível, e estava me fazendo gostar mais e mais dele. Isso estava bom demais, ele era bom em tudo.
- E aí, gostou? – ele perguntou depois que terminou de cantar.
- Eu amei, você é incrível. Sabe cozinhar, surfar, cantar e tocar… o que mais faz, que eu ainda não sei? – perguntei. Ele colocou o violão de lado e me puxou para ele. Sentei-me em seu colo, ele com os braços em volta da minha cintura e eu envolvi o seu pescoço com os meus braços.
- Eu ainda não sei, mas sei que ainda podemos descobrir muita coisa juntos. – ele fixou seu olhar no meu. Passei meu dedo por sua face, seus lábios. Ficamos ali, nos olhando por um tempo. Nós conversamos pelo olhar, palavra nenhuma precisava ser dita naquele momento.
Nos beijamos. Eu não me cansava de sentir sua boca na minha, sua pele na minha. Nossas línguas dançando naquela perfeita sincronia, nossos lábios que parecem ser moldados um para o outro. Tudo tornava o nosso beijo único, inesquecível e sempre deixava aquele gostinho de quero mais.
- Vem, quero te mostrar uma coisa. – nos levantamos. Ele me puxava pela mão. Fomos até o quarto dele. Ele abriu uma porta que dava para a sacada do prédio. – Olha como a vista é bonita aqui de cima.
Era linda mesmo, a vista que ele tinha do quarto dele. Podia ver o mar, a paisagem era incrível. O céu estava estrelado, o que deixava ainda mais bonito de se ver.
- Caramba, é lindo mesmo. – falei. Ele me abraçou por trás, estreitando seu braço em volta de minha cintura. Coloquei meus braços sobre os deles e entrelaçamos nossos dedos. Ele colocou a cabeça no meu pescoço e o beijou. Isso me causou arrepios intensos. Eu estava ficando dependente de sua presença. Estar ali com ele, era maravilhoso. Ficamos ali assim, admirando aquela paisagem, agarradinhos, sem dizer nada. Apenas ouvindo a respiração um do outro. 

Capítulo 31

Mel narrando

Acho que ficamos nos beijando por um longo tempo. Só paramos porque ouvimos chiados vindos de Mica e Mari. Nos afastamos rindo, e dei um ultimo selinho nele.
- Alguém vem buscar vocês? – perguntei.
- Meu irmão deve estar chegando aí. – respondeu Mica, ele vem com a minha mãe.
- Eu ia sozinho, estava abandonado. – Chay falou fazendo voz triste e nos fez rir. – Brincadeira, é que eu falei pros meus pais que não precisava vir me buscar, que ia sozinho.
- Então nós te levamos, não é mamãe? – Marina falou.
- Sim Mari, nós o levamos. – respondi. Depois que nos despedimos de Mica, fomos para o meu carro, onde Chay colocou a sua mala, era apenas uma. Homem é mesmo muito pratico e não leva mil e uma coisas dentro de malas.
- Eu realmente não esperava ver vocês aqui, me esperando. – Chay falou. Estávamos no carro, eu dirigia e ele ao meu lado, Marina no banco de trás.
- E você gostou de nos ver aqui? – perguntei.
- Eu não gostei, eu amei. Surpresa linda. – eu queria beija-lo de novo, mas não era possível. Era capaz de eu perder o controle do carro e acabar causando um acidente. Eu esquecia a vida quando o tocava e sentia seus lábios.

Chegamos ao endereço dele. Chay também morava em um apartamento, não muito longe do meu bairro, como é que nunca nos encontramos aqui hein? Coisas da vida. Estacionei em frente ao edifício.
- Vocês não querem subir comigo? Aproveitam e conhecem onde moro. Só não sei se vai estar tudo arrumado… – ele riu.
- Você mora sozinho? – perguntei.
- Sim, eu e minha bagunça que minha mãe vem arrumar de vez em quando. – ele riu. – Homem morando sozinho não dá muito certo não. É bagunça na certa. Então, querem subir?
- Vamos mamãe! – Marina falou.
- Ok, então nós vamos. – respondi. Ele me deu um selinho e descemos do carro. Pegou a mala e entramos em seu prédio.
Chay cumprimentou o porteiro, a moça que estava limpando o hall do prédio, ele falava com todos por ali. Parecia ser bem querido e humilde. Fomos para o elevador, até que chegamos ao seu apartamento, no quarto andar. Ele tirou a chave do bolso e abriu a porta.
Entramos com ele, o apartamento era bem maior do que parecia ser. Estava tudo arrumado, nada fora do lugar.
- Dona Marta esteve aqui. – ele disse rindo. – Nada como a nossa mãe arrumando a nossa bagunça de vez em quando. Isso estava uma zona, por causa da viagem, arrumação de mala, ela arrumou tudo mesmo.
- Mari, pode ligar a TV. Deve estar passando desenho. A TV fica ali, na outra sala, pode ir lá. – ela foi.
- É lindo o seu apartamento. – falei.
- Faz pouco tempo que estou aqui, acho que cinco meses que saí de casa… foi bem estranho no começo, mas já me acostumei. Vocês também moram sozinhas? – nos sentamos no sofá.
- Sim, moramos só eu e Mari, a pouco tempo também. Com certeza é bem estranho no começo, eu estava acostumada a morar com meus pais, não tinha tanta responsabilidade como agora. – respondi. Vi em seu olhar que ele queria me perguntar alguma coisa, mas não sabia como. Resolvi incentiva-lo. – Você quer me perguntar alguma coisa?
- Você não morava com o pai da Marina? – ele perguntou. Eu meio que sabia que essa pergunta uma hora seria feita. Eu resolvi que contaria tudo para ele, logo.
- Eu morei com ele por menos de três meses… assim que a Marina nasceu nós moramos juntos, mas… ele faleceu assim que a Marina fez três meses. – falei por fim.
Percebi que ele não sabia o que falar, procurava o que dizer, mas não encontrava. Eu entendia perfeitamente seu lado, não tem mesmo o que dizer sobre isso.
- Não precisa falar nada. Tem tempo que isso aconteceu, já passou. – disse. Foi bom falar com ele sobre esse assunto, eu me sentia bem contando para ele. – E então, vocês estão com fome? – perguntei mudando o assunto.
- Estou faminto. – Chay disse colocando a mão sobre a barriga.
- A gente podia pedir pizza, porque cozinhar não é meu forte. – falei rindo.
- Eu cozinho, mas não deve ter nada de bom aqui. Então a solução será a pizza mesmo. – Chay falou.
- Huum, você cozinha? Que homem prendado! – falei rindo.
- Cozinho e muito bem. – ele respondeu. – Vou cozinhar pra vocês um dia desses.
- Além de lindo, sabe cozinhar. Assim é tudo de bom hein! – falei. Ele me puxou para perto dele, me agarrando e beijou meu pescoço. Com suas mãos puxaram meu rosto para perto e me deu um beijo. E que beijo! Como queria continuar assim com ele, mas me lembrei que tinha uma criança ali conosco, minha filha. - Ops. Sinal vermelho! – falei interrompendo o beijo.
- Tinha me esquecido. – ele falou. Eu balancei a cabeça concordando. Ainda bem que ela não tinha visto, mas mesmo assim era melhor parar por ali. Teríamos muito tempo para isso.



domingo, 22 de dezembro de 2013

Capítulo 30

Mel narrando

Enfim em casa. Deixei as malas na sala mesmo e me joguei no sofá. Estava bastante cansada. Não arrumaria essas coisas no lugar hoje não, isso podia ficar pra depois. Ainda tinha essa semana de férias e aproveitaria ao máximo. Indo a praia, ao shopping, passeando bastante com Marina e com certeza com Chay. Era só me lembrar dele que eu começava a sorrir sozinha, feito louca. Marina tinha ido pro quarto, pra falar com suas bonecas, que segunda ela, estavam com muitas saudades.
Fui até o quarto dela e ela falava sozinha com as bonecas, eu achava muito engraçado quando ela fazia isso, mas gostava. Sua imaginação era bem fértil, ela criava brincadeiras e historias em sua mente. Fiquei a observando um pouco, até que ela percebeu a minha presença.
- O que foi? – ela perguntou.
- Nada, só estava te vendo brincar. Posso me juntar a você? – perguntei.
- Claro mamãe. Mas aqui nessa brincadeira você não é mais a minha mãe. Você vai ser mãe da Sara. – ela me entregou uma de suas bonecas e me explicou toda a historia que ela havia criado. Passei um bom tempo ali com ela no quarto, brinquei bastante e me diverti muito. Como era bom voltar a ser criança de vez em quando.

Depois fui tomar um banho, fiquei lá por longos minutos. Cantarolei sozinha, pensei, pensei e pensei. Chay sempre rondando a minha mente. Depois que acabei, coloquei Marina no banho.
Enquanto ela estava no banheiro, decidi ligar para Chay, eu queria pelo menos ouvi a sua voz, matar um pouquinho dessa saudade que eu estava. Não demorou muito e ele me atendeu.
- Coisa linda. – foi a primeira coisa que ele falou.
- Lindo. – respondi.
- Você sabia que estou com saudades? – ele falou de um jeito fofo comigo no telefone. Eu sorri sozinha.
- Eu também estou com saudades. – respondi. – Seu voo sai que horas?
- Eu pego ele daqui a pouco as seis da tarde. O hospital liberou mais cedo e eu só vim em casa terminar de ajeitar as coisas pra poder ir pro aeroporto. Eu queria tanto te ver hoje…
- Eu também queria, muito, mas vai ter que ser amanhã. A gente marca alguma coisa, mas a gente tem que se ver logo. – respondi.
- Temos, o ruim é o que o relógio passa devagarzinho quando a gente tá longe um do outro e voa quando estamos juntos.
- É… mas amanhã a gente se vê. Eu vou deixar você terminar de arrumar as suas coisas, se não você vai acabar perdendo o voo. Até mais lindo.
- Linda, beijo em você e na Mari. – ele respondeu. Desligamos o telefone. E eu tive uma ideia.
Eu iria para o aeroporto, espera-lo. De surpresa, acho que ele ficaria feliz. Eu precisava vê-lo, tinha uma necessidade dele, da presença dele, eu sei que isso não devia ser bom, mas eu não queria saber. Eu só queria vê-lo, abraça-lo, beija-lo, não conseguia controlar essa vontade, esse querer, era mais forte que eu.
- Marina, vai se arrumar. – falei quando ela saiu do banho.
- Sim, nós vamos buscar o Chay no aeroporto. – respondi. Eu começava a me arrumar.
- Oba! – ela exclamou animada.
Terminei de me arrumar e esperei até dar mais ou menos a hora que o voo dele chegaria aqui no Rio de Janeiro. (Look Mel) Entrei no carro com Marina e fui.


Chay narrando

Peguei o voo com Micael às seis da tarde, o voo não atrasou, o que é quase um milagre, essas empresas aéreas sempre atrasam, mas correu tudo bem e viajamos bem. Eu tirei até um cochilo durante o voo. Mel aparecia em todos os meus sonhos, rondava meus pensamentos, tudo que eu pensava, a imagem dela aparecia. Seu sorriso, seus lábios, seus olhos perfeitos, ela era toda linda, da cabeça aos pés. Eu sorria sozinho ao pensar nela.
Desembarquei com Mica no aeroporto do Rio de Janeiro, minha cidade linda, já estava com saudades do mar, de pegar uma onda com a minha prancha, com saudades da minha família.
- Ei cara, aquela lá não é a Mel com a Marina? – Mica perguntou. Olhei para a direção que seu dedo indicava e lá estava ela. Mel estava bem ali, segurando a mão de Marina. Parecia até um sonho. – Ê cara hein, ela está mesmo na sua.
Marina veio correndo em minha direção e eu a peguei no colo. Ela me abraçou com força e me deu um beijo na bochecha. Eu sorri feliz com isso, essa menina já era especial pra mim. Mel vinha em nossa direção, toda linda, com seu sorriso perfeito. Eu com certeza estava com cara de bobo a admirando. Ela chegou perto de mim e eu coloquei Marina no chão. Seu primeiro ato foi me abraçar, eu retribui o abraço, com força. A envolvi totalmente em meus braços e depositei um beijo em seu pescoço. Ela estava extremamente cheirosa.
- Gostou da surpresa? – ela perguntou sorrindo para mim.
- Eu amei, amei. Surpresa linda. – respondi e também sorri. Aproximei nossos rostos e a beijei ali mesmo no aeroporto, aquelas pessoas em volta, mas eu não me importava. Estreitei mais meus braços em torno dela e a beijei com vontade, com saudade. Eu parecia estar num sonho.


Capítulo 29

Mel narrando

Eu ainda estava na casa de meus pais. Marina não queria ir embora de jeito nenhum, então resolvi que ficaria um pouco mais. Ela brincava com meus pais e Arthur na sala. Fui para a varanda, pegar um ar fresco, o dia estava quente. Meus pensamentos foram automaticamente para Belo Horizonte, onde Chay estava. Essa hora ele estaria no hospital, trabalhando, e mais tarde ele pegaria o voo para vir embora. Eu contava as horas, queria vê-lo de novo e logo. Estava com saudades.
- Ei, agora você pode me contar tudinho! – Lua falou comigo, me tirando dos meus pensamentos. Ela não me deixaria ir embora, antes que eu contasse absolutamente tudo pra ela. – Vamos Mel, me conta. Eu sou sua amiga ainda, lembra?
- Claro que você é minha amiga Lua. – ela me puxou pelo braço e sentamos em um dos bancos que havia na varanda. – Eu vou te contar tudo.
- Então, como ele me chama? – ela perguntou curiosa.
- Ai… ele se chama Chay. – falei e automaticamente sorri. A imagem dele voltou a minha mente, o seu sorriso, eu tinha até o seu cheiro gravado em meus pensamentos.
- Agora conta mais, a Mari disse que ele ajudou ela quando ela passou mal, como assim, explica. – já vi que teria que contar tudo a ela, detalhe por detalhe.
- Foi uma loucura, aconteceu tudo muito rápido. Nós viajamos, fomos para a casa dos pais do Augusto e correu tudo bem até aí. Ficamos uma noite lá e no dia seguinte embarcamos para BH, quando chegamos lá, levei o maior susto da minha vida. A Marina começou a passar mal, teve uma de suas crises.
- E por que você não contou nada pra gente sua louca? Por que você não ligou?
- Ai Lua, eu não queria preocupar vocês. Imagina só como os meus pais ficariam?
- É, você tem razão. – ela falou. – Mas, conta mais.
- E então, a Marina não reagia aos medicamentos, eu estava apavorada e comecei a pedir ajuda pras pessoas. Ai apareceu ele… – sorri involuntariamente. – No desespero eu nem reparei muito nele, eu só queria que a Marina ficasse bem. Ele é medico e conseguiu fazer com que Marina voltasse a respirar. Ele salvou a vida dela. – falei com orgulho.
- Menina, mas isso parece até historia de filme. Mas ele é de BH? – ela perguntou.
- Ele é daqui do Rio mesmo. Estava em Belo Horizonte a trabalho.
- Destino é algo mágico mesmo. Tantos lugares aqui no Rio pra vocês se encontrarem, foram se encontrar justo em Belo Horizonte, em uma viagem.
- Ele não podia ter surgido em melhor momento. Como um anjo, ele apareceu lá e mudou a nossa vida. Eu podia ter perdido a Mari amiga, foi horrível. – falei. Logo lagrimas banharam meu rosto. Ela me abraçou e passou seu dedo em minha face, enxugando as lagrimas.
- Mas ficou tudo bem. Seu príncipe, como a Mari diz, apareceu e ajudou. – ela me fez rir.
- Sim, e então depois eu o abracei, eu me sentia eternamente grata a ele. E então nós fomos embora. E a gente voltou a se encontrar no shopping, e ele pediu meu telefone, a gente marcou de sair, aí você sabe… – falei sorrindo.
- Ai amiga, isso podia render um livro, historia linda de vocês. – ela sorriu.
- E a Mari adora ele. E ele também a adora.
- Ainda bem. E o príncipe, ficou em BH?
- Ele ficou, pega o voo á noite. Tinha o ultimo dia de trabalho por lá.
- Já sabe que vou querer conhecer né? – ela perguntou.
- Claro né Lua, claro que você vai conhecer. Todos aqui vão conhecer. Afinal ele também quer me apresentar pra família dele.
- E vocês estão namorando?
- Namoro não é a palavra certa. Digamos que estamos nos conhecendo melhor. Eu não quero apressar as coisas, está muito bom do jeito que está por enquanto.
- Faz bem. – ela falou. – Deixa ele chegar, vocês conversam, saem mais, conversam mais.
- Exatamente, foi o que eu disse pra ele. Mas amiga, o Chay é incrível! Sabe aquele tipo de homem quase perfeito, porque perfeito ninguém é, mas ele chega quase na perfeição… é lindo, carinhoso, atencioso, cheiroso… beija bem! – nós rimos juntas.
- Ah, isso é essencial. Tem que beijar bem! – ela disse.
- Com certeza, e isso ele faz muito bem. Acredita que até flores ele me deu?
- Sério?
- Sim, amiga, eu achava que estava ficando louca. Aconteceu tudo extremamente rápido. Ele tomou conta dos meus pensamentos assim, de repente. Eu não paro de pensar nele.
- Você está apaixonada Mel, o nome disse é paixão. – ela falou naturalmente.
- Será? Acho que não… eu to gostando dele, mas será que já estou apaixonada?
- Mel, minha linda, paixão acontece assim mesmo, quando a gente menos espera. Seus olhos brilham quando você fala dele, você sorri involuntariamente, paixão.
- O tempo me dirá isso. – falei. Marina chegou na varando com uma boneca nos braços. – Então, já matou as saudades de todo mundo, vamos agora pra nossa casinha?
- Você estava chorando mamãe? – ela perguntou e passou um dedinho em meus olhos o enxugando. Ela me conhecia como ninguém e reparava em tudo.
- Não muda de assunto Marina, vamos embora e amanhã a gente volta, combinado? – dessa vez eu mudei o assunto e ela esqueceu a pergunta que me fez.
 Arthur e Lua nos levaram para casa.
- Felicidades  amiga. – Lua me deu um beijo na bochecha. Ela falava em relação a Chay, eu entendi e sorri.
- Obrigado amiga. – saímos do carro e fomos para o nosso apartamento. Abri a porta de casa e tive uma sensação de alivio. Nada melhor que a nossa casa.



sábado, 21 de dezembro de 2013

Capítulo 28

Mel narrando

Acordei cedo no dia seguinte, antes mesmo do despertador tocar. Aproveitei para ajeitar as ultimas coisas, sempre ficam coisas que quase esquecemos. Acordei Sophia e fui preparar algo rápido para comermos antes de sair. Depois acordei Marina, que foi direto se arrumar. Ainda bem que ela acordou com disposição e sem fazer um pouco de manha que sempre fazia ao acordar cedo demais.
Terminei de me arrumar e ajudei Marina a se arrumar também. Assim que comemos pegamos um táxi e fomos para o aeroporto. Aquela insegurança e o medo me dominaram. Estava com medo de Marina novamente passar mal. Sophia reparou em meu olhar que eu estava insegura. Eu tentava me controlar e não deixar que Marina percebesse isso.
- Vai ficar tudo bem Mel. – Sophia disse para mim, tentando me confortar. – Fica calma.
- Eu to tentando, mas você me conhece. Sou vou relaxar quando chegarmos em casa e bem. – respondi. Eu mantinha meu olhar em Marina. Seus remédios como sempre, o mais perto de mim, caso algo acontecesse.
Nosso voo não atrasou, e graças a Deus, correu tudo bem. Marina não passou mal durante a viagem, muito pelo contrario, ficou muito bem o tempo todo e até cochilou. Eu fiquei mais tranquila e relaxada, mas não tirava os olhos dela.

 Desembarcamos no aeroporto do Rio de Janeiro. Eu estava com saudades da minha querida cidade, da minha casa, de tudo. Pegamos nossas malas e saímos em encontro de Lua e Arthur. Eu e Sophia empurrávamos o carrinho com as malas, Marina de mãos dadas comigo.
- Olha lá mamãe! É o tio Arthur! – ela soltou a minha mão e saiu correndo ao encontro de meu irmão. Ele sorriu ao vê-la e abriu os braços. Marina pulou nele, que apegou no colo, rodopiando com ela. Lua a abraçou, ainda no colo de Arthur.
Fui me aproximando com Sophia. Abracei Lua e Arthur. Estava com saudades desses dois malas, minha amiga e meu irmão.
- Vocês fazem falta viu. – Arthur falou. Marina voltou para o colo dele, ela era muito apegada nele. Arthur deu um beijo em sua cabeça.
- Eu estava com tantas saudades de vocês. Estou morrendo de saudades do vovô e da vovó. Vamos logo para casa, quero ver eles. – ela disse.
- Vamos apressadinha. – Lua falou dando um beijo nela.
- Mel, eu vou indo. Minha mãe acabou de me ligar, veio me buscar. – Sophia falou. Nos despedimos de Sophia.
Pegamos nossas malas e levamos para o carro. Eu estava doida para ir pra casa, mas antes iríamos a casa de meus pais. Marina enlouqueceria se não visse os avós logo.
- E aí, como foi a viagem de vocês? Aproveitaram muito? – Lua perguntou. Estávamos no carro. Eu ia atrás com Marina e Lua na frente com Arthur dirigindo.
- Foi tudo incrível dinda! Lá em BH é tudo lindo. A gente passeou bastante, fomos ao shopping e a mamãe encontrou o príncipe dela! – Marina contou animada.
- Como assim sua mãe encontrou o príncipe dela? – Lua me olhou com aquela cara de “me explica isso direito.”.
- Sim, um príncipe lindo que me ajudou no dia que eu passei mal. Eles agora são mais ou menos namorados.
- Marina! – falei a repreendendo. Essa menina estava impossível hoje.
- O que foi mamãe, não podia contar? – ela fazia aquela carinha de “me desculpa.”.
- Mari, sua mãe vai me contar isso direitinho, de príncipe. – Lua falou. Arthur ria de nós.
- Para de rir palhaço. – falei e dei um tapa em sua cabeça.
- Mel achou o príncipe dela gente! – Arthur fez uma voz de mulher, o que causou o nosso riso. Dei outro tapa em sua cabeça.
- Eu sou sua irmã, me respeita! – falei em tom de brava, mas de brincadeira.
- Essa família é louca! – Marina falou. – É todo mundo louco.
- Mel, não pense que vai escapar, viu? Você vai me contar tudinho, tá me ouvindo? – Lua falou comigo.
- Sim senhora, dona Lua!
- Assim que eu gosto! – ela falou e riu.

Em casa fomos recebidos por meus pais. Marina pulou no colo de meu pai e até chorou. Ela sentiu mesmo a falta deles.

Capítulo 27

Mel narrando

Passamos os últimos dia em Belo Horizonte. Amanhã cedo iríamos embora, de volta ao Rio de Janeiro, de volta para minha casa. Eu amei passar todos esses dias aqui, me encantei com a cidade e com certeza voltarei mais vezes. Mas também estava morrendo de saudades de casa, dos meus pais, de todo o pessoal.
Nunca pensei que tanta coisa poderia acontecer um uma única viagem. Marina passou mal logo no inicio dela e a partir daí coisas maravilhosas aconteceram. Chay aparecera e salvara a sua vida e de alguma forma eu me sentia grata eternamente por seu ato. Mas não era apenas gratidão, algo a mais eu sentia, algo me fez ficar louca por seu sorriso, louca por ele. E confesso que eu estava amando tudo isso.
Estava terminando de arrumar as malas, separando tudo para não esquecer nada. Marina me ajudava, já era tarde, eram as últimas arrumações. Chay também voltaria para o Rio de Janeiro amanhã, mas só pela noite, pois ele tinha que cumprir o ultimo dia de trabalho no hospital aqui de Belo Horizonte. Eu já havia ligado para Lua e avisado a hora que estaríamos chegando no aeroporto para ela ir com Arthur nos buscar. Passamos uma semana aqui em Belo Horizonte, e ainda teria mais uma semana de férias, que ficaríamos no RJ mesmo, curtindo a praia, o que Marina adora e eu mais ou menos, mas gosto de ver o mar, sentir a maresia.
Depois que acabamos fiquei no quarto com Marina, contando historias para ela. Enquanto acariciava seus cabelos.
- Mamãe, você ainda sente saudades do meu pai? – ela perguntou de repente. Interrompendo a historia que eu contava.
- Por que você está pergunta isso filha? – ela que estava deitada se sentou e ficou de frente pra mim.
- Não sei… mas agora o tio Chay está com você… achei que você não ia mais sentir…
- É claro que eu sinto falta dele filha, muita falta… – a imagem de Augusto veio a minha mente. Eu sorri ao lembrar. Mas já não era como antes… eu sentia sua falta, mas já não me entristecia. – Mas o seu pai está bem onde quer que esteja está feliz porque nós duas estamos. Você não está feliz?
- Estou sim, muito feliz. – ela respondeu sorrindo.
- Então, ele se alegra por isso. Agora vá dormir porque amanhã cedo a gente vai pro aeroporto e não podemos perder o nosso voo. – ela voltou a se deitar. Beijei a sua cabeça e a cobri. – Durma bem meu amor, eu te amo.
- Também te amo mamãe, muito. – ela deu um beijo em meu rosto e fechou os olhos. Apaguei o abajur e saí do quarto.

Eu estava sem sono, não conseguiria dormir agora, então fui para a sala. Peguei uma revista qualquer e fiquei folheando, sem prestar muita atenção em nada. Eu não conseguia me concentrar direito, quando tudo que vinha a minha mente era ele, Chay. levei um susto ao ouvir meu celular apitar.
“Durma bem minha linda. Amanhã eu te ligo, pois não nos veremos, senão enlouqueço. Já estou com saudades. Dá um beijo na Mari e boa noite.”
Sorri ao terminar de ler. Amanhã não nos veríamos, pois na hora que eu for embarcar ele estará no hospital, e ele só irá embora de noite.
“Boa noite lindo, também estou com saudades e vou contar as horas pra poder te ver de novo.”

Eu me sentia uma adolescente trocando mensagens com seu primeiro namorado, era meio estranho, mas eu gostava. Fiquei mais um tempo na sala e enfim fui me deitar. Precisava dormir, não queria perder a hora.

Capítulo 26

Mel narrando

Chay havia me surpreendido me entregando aquele buquê de flores, lírios, minhas preferidas. Eu adorava ganhar flores, aliás toda mulher gosta de ganhar flores. É um presente lindo. Ele conseguia ser mais perfeito a cada dia que passava. O beijei ali mesmo, no meio de todas aquelas pessoas, ouvia as palmas de Marina. Podia sentir que ela estava feliz por eu estar com Chay, uma pessoa que ela gostava. E isso era bom, pois ele também gostava muito dela. O nosso beijo era calmo, estávamos curtindo aquele momento.

- Você é incrível! - falei quando paramos o beijo.
- Você que me deixa assim. - ele falou sorrindo. Beijou levemente os meus lábios. - Eu sinto vontade de poder te agradar a todo instante.
- Eu adoro flores! Ainda mais os lírios.  – falei.
- Marina me deu essa informação e foi ela que me deu a ideia de como distrair você, pra que tudo isso fosse surpresa. Essa garotinha é um gênio. – ele passou a mão na cabeça dela que sorriu.
- Eu gosto de ver minha mãe feliz e sabia que essas flores iam deixar ela assim. – Marina respondeu.
- Minha pequena. – dei um beijo em sua testa.
- Agora a gente podia ir pro shopping né? – Marina perguntou.
- Tudo bem, tudo bem. Nós dissemos que íamos então nós vamos. – Chay falou e Marina deu um pulo de felicidade. Eu bem sabia o que ela queria no shopping. Com certeza era mais uma boneca para a sua coleção. Como bem sabe ela ama bonecas.
Logo chegamos ao shopping. Eu andava de mãos dadas com Chay e isso me deixava muito bem, eu me sentia confortável com isso. Poder estar com ele era algo maravilhoso e que me fazia muito bem, como há tempos não me sentia.
Depois que passeamos um pouco por lá e que compramos a boneca para Marina paramos na praça de alimentação do shopping para comermos  algo e o escolhido foi pizza.
- Eu estou com saudades do tio Arthur. – Marina falou de repente.
- Quem é Arthur? – Chay perguntou. Impressão minha ou senti uma ponta de ciúmes no ar?
- É o meu irmão. – explique logo e vi que ele ficou relaxado. – Ela é muito apegada nele.
- Estou com saudades de todo mundo, mamãe quero voltar logo. – Marina falou.
- Nós vamos voltar na segunda Mari, e você vai poder matar a saudades de todos eles. – falei com ela. – Vou te apresentar para toda a minha família. Isso se você quiser, é claro.
- Mas é claro que vou querer. E você também tem que conhecer a minha. – ele disse e sorriu. Em um momento colei meus lábios nos dele.
- Vocês adoram se beijar hein. – Marina falou e causou nosso riso.
- Mas você é mesmo impossível  menina. – falei e dei um beijinho em seu nariz.


Ficamos por lá um bom tempo, conversando, rindo, de vez em quando nos beijávamos. Fomos embora e já era um pouco tarde. No caminho Marina adormeceu no carro. Chay a pegou no colo e subiu com ela até o apartamento. Entrei e estava vazio, Sophia ainda não havia chegado. Devia estar com Micael em algum lugar.
Ele a pôs na cama como fez na noite passada, tirou seus sapatos e beijou sua cabeça. Marina repuxou seus lábios em um sorriso, como se sentisse o beijo.
Fui com ele pra sala. Que logo já me puxou para um beijo. Colou nossos corpos me fazendo arfar, era toda vez que isso acontecia, eu me arrepiava toda.
- É tão ruim quando chega essa hora… – ele falou contra meus lábios.
- Que hora? – perguntei sem entender.
- A hora que a gente tem que se separar, que eu tenho que ir embora. Eu não gosto. – ele sussurrou agora em meu ouvido. – Eu queria poder ficar com você a todo instante.
- Eu também queria, muito… – ele voltou a me beijar. Mordisquei seu lábio inferior e intensifiquei o beijo. O calor começou a tomar conta de nossos corpos. – A gente se vê amanhã. – falei cortando o clima. Eu queria continuar aquilo, mas não era a hora, nem o momento.
- Tudo bem, tudo bem. – ele deu um sorriso malicioso. – A gente se vê amanhã.
Dei um ultimo beijo nele e ele foi embora. Fui até a janela e esperei seu carro partir. Depois fui para o banheiro, tomei meu banho. Sophia chegou logo depois e foi direto dormir, pela sua cara algo de bom havia acontecido, mas isso ela me contaria depois. Fui dormir, estava cansada. Meu dia havia sido incrível. Quando fechei meus olhos tudo que vinha a minha mente era Chay, com seu lindo sorriso, eu e Marina, como se formássemos uma família. Sorri. Isso estava sendo demais.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Capítulo 25

Chay narrando

Busquei Mel e Marina para sairmos todos juntos. Como sempre Mel estava incrivelmente linda. Ela conseguia ser graciosa e meiga de qualquer jeito. Quando cheguei na casa dela ela ainda estava no banho e Marina ficou comigo. Eu me dava muito bem com essa pequena, na verdade sempre me dei bem e sempre gostei de crianças, por isso escolhi ser pediatra. E Marina era uma criança muito esperta e muito especial. Ela se parecia bastante com Mel, em todos os jeitos.
Quando Mel apareceu na sala eu fiquei meio sem saber o que fazer. Não sabia se a beijava, ou só abraçava. Acho que ela percebeu e me abraçou, depois colou seus lábios nos meus e me beijou. Marina ficou surpresa, porem bastante animada.
- Alguém quer dar uma dica pro nosso passeio? – perguntei. Estávamos no carro.
- Shopping! – Marina falou alto e animada. – Eu adoro ir pro shopping.
- Ah filha, vamos a outro lugar, nós temos ido direto ao shopping. – Mel falou.
- Que outro lugar? – Marina perguntou.
- Nós podemos ir numa feira que tem aqui perto. Fica numa praça. A gente passeia um pouco e depois vamos ao shopping. Tudo bem? – perguntei.
- Eu topo. – Marina falou.
- Eu também. – Mel concordou e sorriu. Não me contive e dei um beijo em sua boca. Estávamos parados no sinal.
- Ai vocês são tão lindos! – Marina exclamou e nos fez rir.
- Ai menina, sempre você né? – ela riu.
Segui com o carro e fomos para essa feira. Soube que era uma feira tradicional de lá. Havia várias pessoas lá, crianças, casais. Marina adorou e Mel também.
Começamos a caminhar, tinham muitas barracas que vendiam de tudo, roupas, calçados, comidas, flores, tudo mesmo.
Entrelacei meus dedos com os de Mel, caminhávamos como um casal mesmo. Eu gostava de senti-la assim perto de mim, sua pele sempre em contato com a minha. Marina quis que eu segurasse a sua mão e foi para o meu lado. Acho que ela estava sentindo falta do pai dela que deve ter ficado no Rio. Eu e Mel ainda não paramos pra conversar sobre isso. Eu não sabia se ela estava separada recentemente ou há bastante tempo. Eram coisas que precisaríamos conversar depois.
Seguimos com o nosso passeio por lá. Mel fez algumas compras e eu acabei fazendo também. Em um momento Mel quis ir ao banheiro e eu fiquei com Marina.
- Mari, eu queria fazer uma surpresa pra sua mamãe. – falei.
- Que tipo de surpresa? – ela perguntou.
- Eu queria comprar e dar flores a ela. O que acha? – perguntei.
- Acho lindo! Minha mãe adora flores. Especialmente os Lírios.
- Mas eu não queria que ela me visse comprando. Não sei como fazer isso.
- Já sei! Você pega as nossas bolsas com as compras e diz que vai levar pro carro e eu fico em algum lugar esperando com ela. Você guarda as bolsas e vai comprar a flor.
- Você é mesmo bem esperta em garotinha! Ótima ideia. Vou fazer isso. – dei um beijo em sua cabeça e ela sorriu. Mel saiu do banheiro. – Eu vou lá guardar as bolsas no carro, vocês me esperam aqui? – perguntei já iniciando o plano de Marina.
- Esperamos sim. – Marina falou. Dei um leve beijo em Mel e saí com as bolsas. Fui ao estacionamento e as guardei.
Voltei e procurei a barraca que vendia buquê de flores. Pedi ao atendente que me vendesse o mais bonito e cheiroso que havia lá, de lírios. O que ele me vendeu era lindo, acho que agradaria Mel.
Fui com buquê nas mãos, que atraia o olhar de todos por onde eu passava. Logo avistei as duas, que estavam viradas de costas de onde eu estava vindo. Marina era esperta e com certeza ela fez com que ficassem assim. Marina olhou para trás e me viu e sorriu. Continuou a conversar com a mãe, como se estivesse a distraindo. Aproximei-me das duas e parei atrás de Mel.
- Voltei. – falei atrás delas. Mel se virou e se deparou comigo. Ela ficou muito surpresa ao ver o buquê em minhas mãos. Ela abriu um largo sorriso, um lindo sorriso. – É pra você.
Entreguei o buquê em sua mão. Ela me abraçou com força. Percebi que ela havia ficado emocionada e isso me deixou extremamente feliz. Ela segurava o buquê um braço e outro ela envolveu eu meu pescoço. Minhas mãos instintivamente envolveram sua cintura. Ela fixou o seu olhar no meu e nós sorrimos um para o outro. Ela aproximou nossos rostos lentamente e nos beijamos. Um beijo calmo, sem pressa, cheio de carinho, cheio de… amor.




Capítulo 24

Mel narrando

Eu estava dormindo quando ouvi uma musica alta dentro de casa. Levantei assustado e fui para sala. Sophia estava com Marina e elas dançavam ao som da musica que estava tocando.
- Vocês estão doidas? Som uma hora dessas? Está cedo! – falei com um pouco de mau humor.
- Que cedo o que Mel. Já passa de onze da manhã. Está na hora de acordar mesmo. Não é Mari? – Sophia falou.
- Sim mamãe. Vamos dar uma faxina no apartamento. Vai ser legal! – Marina disse animada.
- Vai ser legal? Jura? – indaguei.
- Sim, colocamos musica pra animar mais. Vamos Mel, mãos a obra. – Sophia falou. Logo me animei também.
Começamos a arrumar tudo por ali. Varremos, enceramos, tiramos pó dos móveis, arrumamos o apartamento inteiro, o que levou um bom tempo. Mas ficou muito bem limpo. Marina adorou poder ajudar. Ela adorava essas coisas sobre organização, limpeza e tudo o mais.

Acabamos já era de tarde. Eu estava muito cansada, não costuma fazer faxinas assim em casa. Foi muito cansativo, mas o resultado foi ótimo. Pedimos que entregassem nosso almoço, porque não estávamos a fim de sair.
Peguei meu celular e vi uma mensagem de Chay que dizia:
“Que tal fazermos um programa a três? Eu, você e Marina? Eu já estou com saudades e preciso te ver de novo. Hoje saio do hospital mais cedo e passo aí pra buscar vocês às sete, tudo bem?”
Sorri ao ler a mensagem. Eu também estava morrendo de saudades. E com certeza isso pareceria estranho pra qualquer pessoa de fora, mas eu sentia mesmo a falta dele, a partir do momento que ele ia embora.
Respondi a mensagem, com certeza eu iria encontra-lo. Marina adoraria.
“Acho uma ótima ideia. Também estou com saudades de você. Te espero.”

Mandei Marina para o banho, já eram quase seis da tarde. Depois que a arrumei, fui também para o banho. No chuveiro eu repassava todos os momentos que tive com Chay até agora. Foram bem poucos, mas o suficiente para serem inesquecíveis. Eu queria ele comigo sempre, mas também não queria apressar muito as coisas. Ele era o tipo de homem perfeito. Mexia comigo, conseguia me deixar louca, me fazia pirar com apenas um sorriso, gostava de minha filha… era tudo que eu esperava que acontecesse na minha vida. E realmente aquilo tudo parecia um sonho, e não era, o que me deixava mais feliz. Como as coisas mudam tão rapidamente… ele apareceu como um anjo naquele dia no aeroporto, salvou a vida da minha filha e hoje estou assim, louca por ele… foi meio diferente a forma que nos conhecemos, mas não podia ter sido melhor…
- Mamãe, o tio Chay está aqui. – Marina foi até o banheiro e me chamou, tirado-me dos meus devaneios.
- Filha, pede pra ele esperar que já estou indo. Vou me arrumar. – falei. Eu começava a pensar e esquecia o tempo. Ainda mais quando era ele presente em minha mente.
Saí do chuveiro e fui pro quarto. Como de costume, passei meu hidratante por todo meu corpo. Fiquei em duvida do que vestir, mas acabei optando por vestido. Estava calor, então era a melhor opção. Era um vestido num tom de azul, meio soltinho, que ia até metade de minhas coxas. Coloquei um cinto para marcar a cintura. Calcei uma sandália baixa. Deixei os meus cabelos soltos. Meus acessórios. Passei perfume e pouca maquiagem. Peguei minha bolsa e fui para sala.(Look Mel)
Marina estava sentada no colo de Chay, conversando com ele. Ela se dava muito bem com ele e isso era muito bom.
- Estou pronta. – falei quando cheguei na sala. Chay sorriu a me ver e eu também sorri. Ele estava lindo e eu quase me distraio em ficar o admirando. Aproximei-me dele e percebi que ele não sabia se me beijava ou não. Primeiro o abracei e depois dei um beijo em seus lábios.
- Ei, vocês são namorados agora? – Marina perguntou e nós rimos.
- Quase isso Mari. – falei ainda rindo.
- Ai que lindo! – ela disse animada. – Um príncipe e uma princesa. Perfeito!
- Você é figura Marina. – Chay disse fazendo cócegas nela, a fazendo rir. – Então, podemos ir?

- Só se for agora! – Marina falou. Saímos juntos. Melhor não podia ficar. Agradecia a Deus por ter sido tão bom comigo. Estava tudo perfeito!