sexta-feira, 14 de março de 2014

100 - Último Capítulo

Chay narrando


1 ano depois

Estávamos em uma viagem de férias. Eu, Mel e as crianças. Uma praia quase que deserta. Havia ali apenas alguns casais, sozinhos ou famílias com seus filhos. Depois de muito tempo trabalhando enfim tiramos um tempo para curtir somente nós quatro. Viajamos para ficarmos 1 mês de férias, em uma cidade lindíssima escolhida por mim e minha esposa.
Desde nosso casamento nossa vida tinha ficado ainda melhor, nosso relacionamento também. Para alguns o casamento é apenas uma convenção, mas para mim não. Eu sempre quis me casar, sempre quis ter alguém do meu lado, alguém pra chamar de minha, alguém que me desse filhos. Confesso que por algum tempo achei que isso não aconteceria, pois eu trabalhava demais, passava a maior parte do tempo no hospital, quase não saía para nenhum lugar.

E então apareceu Mel. Eu me lembro perfeitamente daquele dia. Em Belo Horizonte, no aeroporto… quando Marina estava passando mal. Um momento de desespero, mas que graças a Deus havia passado e ficado tudo bem. E desde aquele momento nunca mais me esqueci dela, de seus olhos, sua beleza. Mel de alguma forma roubou o meu coração no momento em que nos vimos e eu agradecia por isso. Minha vida tem sido mais feliz desde então. Ela era o motivo de toda a felicidade. Me deu duas filhas lindas, porque Marina era minha filha sim, eu me sentia pai dela, assim como eu era de Milena. Elas eram nossas filhas.

Mel e eu estávamos sentados na areia um ao lado do outro. Marina estava a nossa frente brincando com a areia e Milena também já sentando, brincava com a irmã. As duas se davam super bem, era lindo vê-las assim. Eu era um pai muito babão e coruja e gostava de admirar minhas filhas.
Olhei para minha mão esquerda e lá estava a minha aliança, brilhando ao sol, assim como a de Mel. Eu estava casado e feliz. Olhei para ela e a fiquei admirando. Como ela era linda. Eu não me cansava de dizer. E Marina estava cada vez mais parecida com ela, ela se parecia muito com o verdadeiro pai dela, mas os traços finos de Mel, estavam em Marina. Permaneci com meu olhar em Mel e ela também voltou o seu para mim. Uma de suas mãos foi até meu rosto e fez um carinho. Beijei a sua mão e ela sorriu. Aproximei-me mais dela e passei meu braço em sua cintura e ficamos assim por um tempo.

- Papai, vamos um pouco no mar? Estou com calor. – Marina pediu. Estava mesmo quente. O sol estava alto no céu e brilhava intensamente.
- Vamos todos. – falei levantado e estendendo a mão para que Mel levantasse. Ela pegou Milena em seus braços e eu peguei Marina no meu e fomos para o mar. Lá nos divertimos e muito. Fizemos uma guerrinha de água, um jogando água no outro, brincando com nossas filhas, porque agora nossas vidas giravam em torno delas, eram sempre elas primeiramente. Aproximei-me de Mel e a beijei com ternura. Ouvi o risinho de Marina ao fundo e a mãozinha de Milena que estava no colo de Mel em minha bochecha. Paramos o beijo rindo e dei um beijo em minha filha que começou a rir e um também em Marina. Ficamos por mais um tempinho ali e voltamos para a pousada.


Quando anoiteceu saí com Mel da pousada. Deixamos Milena e Marina dormindo com uma babá que ficava a disposição da pousada. Queria ficar um pouco com ela. Mel usava um leve vestido rosa, pois fazia uma noite quente. Fomos juntos para uma praça que havia ali perto. Caminhávamos juntos com as mãos entrelaçadas. O céu estava estrelado, havia uma lua no céu. Uma noite linda.

- Huum, eu quero sorvete. – Mel falou parecendo criança apontando uma carrocinha de sorvetes que havia na praça.
- Uma boa pedida. – falei e ela sorriu. Fomos até o homem que vendia os sorvetes. – Dois de chocolate, por favor. – pedi, pois já sabia o gosto de Mel. O homem nos entregou os sorvetes e depois de pagar continuamos a caminhar. Após alguns minutos de caminhada encontramos um banco e nos sentamos.

Acabamos o nosso sorvete e ficamos ali, apenas observando o céu, que estava lindo, era uma noite perfeita. Mel encostou sua cabeça em meu ombro e eu depositei um beijo no topo de sua cabeça.

- Eu estava pensando… – ela falou de repente quebrando o silencio. Virei-me de frente para ela e fixei meu olhar no seu.
- O que você estava pensando? – perguntei e ela sorriu.
- Pensando em nós, em como tudo começou… foi bem louco. – ela falou sorrindo. – Mas depois que tudo passou eu só tinha você em mente. – ela falou e eu sorri. – Eu nunca te disse, mas a primeira coisa que me fez me apaixonar por você foi o seu sorriso. – ela falou e eu sorri novamente. – Seu sorriso ficou na minha mente e eu não consegui esquecer. E depois aconteceu o nosso primeiro beijo e foi o melhor da minha vida. – ela falou. Aproximei meu rosto do dela e a beijei. Segurava o seu queixo com minha mão. Nosso beijo era apaixonado, com amor, carinho. Era incrível como nossos lábios tinham o encaixe perfeito, como se tivessem sido feitos um para o outro. Paramos o beijo com vários selinhos e ela sorriu.
- Você é tão linda… – falei passando a mão em seu longo cabelo e ela sorriu tímida e suas bochechas coraram um pouco. Eu adorava quando isso acontecia.
- Você também é lindo. – ela falou e eu sorri. Era engraçado porque, toda vez que ela me fazia sorrir, eu sentia uma vontade incontrolável de explicar pra ela o quanto eu a amava.
- Eu te amo. – falei. Ela passou sua mão em meu rosto e me deu um leve beijo.
- Eu também te amo, amo de montão. – Mel falou.
- Sabe, mesmo depois de tanto tempo, meu coração ainda bate mais forte toda vez que eu ouço um “Eu te amo” vindo de você. - Ela levantou o olhar e deu um sorriso. E eu percebi que queria ver aquele sorriso pra vida inteira, ainda que uma vida fosse muito pouco. Nos beijamos novamente e todo meu amor era transmitido a ela e todo o seu amor transmitido para mim.

Levantamos-nos e entrelaçamos novamente nossas mãos. Os dedos dela pareciam ter o encaixe perfeito nos meus, perfeitos complementos entrelaçados sem esforço algum. Voltamos a caminhar juntos, sob aquele céu estrelado, aquela lua brilhando no céu. Permanecemos em silencio, caminhando. Quando chegamos à praia tiramos nossos sapatos e fomos para perto do mar. Fiquei de frente para Mel e envolvi sua cintura com meus braços, bem forte, colando os nossos corpos por completo. Depositei um beijo em seu pescoço e inalei o seu perfume e ela fez o mesmo. Depois nos beijamos e ela colocou a sua cabeça em meu ombro e ficamos ali. Porque bastava ficar ali, lado a lado. Em silêncio, jogando conversa fora, tanto faz. Desde que nós dois estivéssemos juntos. Um sentindo o cheiro do outro, trocando carícias, olhares, sorrisos e muita, muita vontade um do outro. Eu tinha certeza, era ela que eu queria comigo, era ela que envelheceria ao meu lado, era ela e sempre foi.
*****




continua...





Então meus amores, chegamos ao fim dessa temporada. Quero agradecer muito a vocês todos que leram e gostaram, fiquei muito feliz com o resultado,  com o carinho de vocês, que são maravilhosos. Queria agradecer também a Larissa, que me deixou adaptar essa história que foi criada por ela. Espero que vocês gostem muito da segunda temporada, a Angelina já leu alguma coisa e ela disse que está muito bom, se ela falou eu acredito rsrs. Então é isso, amanhã eu ja vou postar o primeiro capítulo da segunda fase, vou postar aqui nesse blog likeangel2.blogspot.com.br. Espero que gostem muito, comentem muito, e é isso ai. Beijos <3



quarta-feira, 12 de março de 2014

99 - Penúltimo Capítulo

Mel narrando


Havia chegado então o grande e esperado dia. Acordei completamente nervosa e mal falei com Chay. As meninas logo chegaram para me levarem a um centro de beleza que preparava noivas. O meu nervosismo só aumentava.

Nesse lugar eu passei por diversos tratamentos de beleza. Massagens, de todos os tipos que se pode imaginar e isso não foi coisa minha. Lua e Sophia haviam marcado isso para mim sem mesmo eu saber. Achava que me arrumaria em casa mesmo, com a ajuda delas. Mas isso são amigas né, sempre nos ajudando mesmo sem pedirmos.

Enquanto eu passava por uma massagem, minha mente foi longe, bem longe e acabei adormecendo, somente por alguns minutos. E sonhei. Um sonho diferente. Eu estava em algum lugar que eu não conhecia, mas que era muito bonito. Estava um dia ensolarado. Estávamos um campo com uma grama verdinha, com muitas flores espalhadas por ele. Ao longe eu me via com Chay, Marina e Milena. Nós estávamos sentados sobre uma toalha e havia uma cesta de piquenique. Nós nos divertíamos muito. Era estranho. Ao mesmo tempo em que eu estava lá com eles, eu observava a cena de longe. Nunca tinha sonhado com nada parecido. Senti que alguém segurava a minha mão e olhei para o lado. A surpresa foi enorme quando me deparei com o sorriso de Augusto. Ele estava ali presente em meu sonho e parecia querer me dizer algo. Seu sorriso era enorme e contagiante e eu sorri também. Tanto tempo havia passado desde a sua morte, ele não vira Marina crescer, haviam se passado quase 8 anos desde que ele se fora.
Augusto ainda segurava a minha mão. Eu tentava falar algo, mas som algum saía de minha boca, eu não conseguia pronunciar nenhuma palavra. Meus lábios só se moviam para sorrir. Auguto então apontou para a cena onde eu estava com minha família e voltou a sorrir.

- Você vai ser muito feliz Mel. – ele enfim disse. – Mais feliz do que você já foi e mais do que é. – eu queria responder, queria falar algo, queria conversar com ele, mas não conseguia. – Está tudo bem, sempre esteve, e acredite, mesmo quando eu tive que partir em nenhum momento saí do lado de vocês duas, eu sempre estive com vocês. – ele falou serenamente. Augusto usava roupas brancas e leves. Parecia até um anjo. Ele estava muito bonito. – Você agora vai passar por um momento muito importante. Irá se casar. Minha missão de cuidar de vocês está completa. Ele agora assumirá o papel. – ele disse e apontou para Chay. – Ele é o homem certo para cuidar de você e de Marina. Ele fará o que eu não vou poder fazer. – ele dizia. A essa altura lagrimas já rolavam por meu rosto. Ele esticou um dedo e limpou uma de minhas lagrimas, mas elas continuavam a descer por meu rosto. – Agora eu preciso ir. Mas nunca se esqueça que sempre estarei olhando por vocês. Eu amo vocês. – ele disse e sorriu. Num piscar de olhos a imagem dele desapareceu. Eu fiquei ali meio sem entender o que havia acontecido. Foi quando despertei com a moça da massagem chamando por meu nome. Passei a mão no rosto e o senti úmido. Eu me lembrava exatamente o que havia acontecido no sonho. Pra mim aquilo fora extremamente real, aquilo tinha mesmo acontecido, mesmo que em sonho. Sorri sozinha. Eu estava certa, Chay era o homem certo para mim, era ele que me fazia feliz, era com ele que eu deveria passar o resto de minha vida.


Fui me arrumar. Varias pessoas assumiram o papel de fazer isso. Mexiam no meu cabelo, faziam minhas unhas, me maquiavam. Eu estava passando por um verdadeiro tratamento de beleza. Sophia e Lua também participavam da arrumação, assim como Marina que estava adorando tudo aquilo. Ela estava muito animada e eu ansiosa.
Quando enfim coloquei o vestido o meu nervosismo só aumentou. Ajudaram-me a me vestir e a calçar os sapatos. Fui para a frente do espelho e ali fiquei. Eu tinha que admitir. Eu estava bonita. A imagem refletida me agradava muito. As meninas que me preparam fizeram um ótimo trabalho. Mas o nervosismo era evidente em meu rosto. 


- Mamãe, você tem que ficar calma. Vai dar tudo certo. – Marina falou quando se aproximou de mim. Minha menina estava parecendo uma princesinha. Ela também já estava pronta e estava incrivelmente linda. – Você está linda!
- E você parecendo uma princesa. – falei e ela sorriu.
- Eu amei o meu vestido. – ela falou e deu um rodopio.  As meninas logo chegaram e disseram que estava na hora de irmos para a igreja e é claro que fiquei ainda mais nervosa.


Chegamos enfim na igreja. Vieram todos os convidados, foi o que disse meu pai que me esperava. Ele entraria comigo. Meu pai estava lindo com terno e gravata, e ficava imaginando como ficaria Chay. Com toda certeza estaria lindo. Sophia e Lua entraram na igreja juntas e avisaram que eu havia chegado. Estava atrasada uns 20 minutos, não por querer, mas por insistência das meninas que disseram que a noiva deve se atrasar.
Segurei o braço de meu pai com força para me dar segurança. Eu estava com as pernas bambas, não podia cair, isso seria trágico. Meu pai percebendo o meu nervosismo acariciou minha mão e deu um sorriso para me passar tranquilidade.
 Entramos na igreja e todos os olhares de voltaram para nós. Marina ia à frente segurando nossas alianças. Todos sorriam para mim e eu sorria de volta. Olhei para frente e então o vi. Ele estava impecavelmente lindo. Ele sorria sem parar. Aquele sorriso que mexeu comigo desde a primeira vez que nos vimos. Eu queria chegar logo até ele. Lua e Arthur, Sophia e Mica ocupavam os seus lugares de padrinhos. Milena estava no colo da irmã de Chay e Rafael no colo de minha mãe.

Quando chegamos ao altar, meu pai trocou um aperto de mãos com Chay. Meu pai beijou minha testa e entregou minha mão à ele. Quando nossas mãos se tocaram arrepios rolaram por meu corpo. O buquê que eu segurava, de tulipas vermelhas, foi entregue para Lua segurar enquanto a cerimônia se realizava.

- Noivos caríssimos vieram à casa da Igreja para que o vosso propósito de contrair Matrimonio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimonio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições. – começou o padre a realizar a cerimônia. – Roobertchay e Melanie vieram aqui para celebrar o vosso Matrimonio.  É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo? – ele continuou.
- Sim. – respondemos juntos e sorrimos um para o outro.
- Vós que seguis o caminho do Matrimonio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida? – o padre perguntou.
- Sim. – respondemos juntos novamente.
- Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimonio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja. – e assim fizemos. Unimos nossas mãos direitas como ele pediu.
 - Eu, Roobertchay, recebo-te por minha esposa a ti Melanie, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossas vidas.
- Eu, Melanie, recebo-te por meu esposo a ti Roobertchay, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
- Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. - o padre falou.
- Graças a Deus. – todos os presentes na igreja disseram. Marina veio então e entregou as alianças. Que foi entregue ao padre. Ele as abençoou. - Abençoai  e santificai, Senhor, o amor dos vossos servos Roobertchay e Melanie, para que, entregando um ao outro estas alianças em sinal de fidelidade, recordem o seu compromisso de amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
- Amém. – todos disseram.
- Mel, receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. – Chay dizia enquanto colocava a aliança em meu dedo anelar.
- Chay, receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. – falei e também coloquei a aliança em seu dedo. As lagrimas já eram incontroláveis.
- Eu vos declaro marido e mulher. O noivo pode beijar a noiva. – Chay aproximou-se mais de mim e sorriu. Sorrimos juntos. Colamos nossos lábios em um beijo terno e apaixonado. Palmas podiam ser ouvidas.

Saímos juntos da igreja e jogaram pétalas de rosas em nós dois. Eu estava feliz e podia sentir que Chay também estava. Era um dos momentos mais felizes de minha vida. Eu enfim estava realizada. Beijamos-nos mais uma vez fora da igreja. Depois da cerimônia tivemos uma grande festa para comemoração. Fora um dia extremamente inesquecível!





terça-feira, 11 de março de 2014

Capítulo 98

Mel narrando


Planejávamos tudo juntos. Escolhemos o dia do casamento, que aconteceria logo, por vontade dos dois. Nós já morávamos juntos, tínhamos uma vida praticamente de casados, mas eu também achava importante essa cerimônia, queria me casar de verdade, queria poder usar uma aliança. Nós também nos casaríamos no civil e não somente no religioso, queríamos fazer tudo absolutamente certo.

Marina estava cada vez melhor de sua doença. Nós sabíamos que asma não tinha cura, mas ela estava fazendo todos os tratamentos possíveis, Chay acompanhava de perto o tratamento dela e também a saúde de Milena, já que ele era pediatra. Marina agora entrara para natação e isso foi um santo remédio para seu problema respiratório. Suas crises agora eram raras, mas não podíamos descuidar nem um só momento.

Chay me dissera que a tal Angelina, que aprontou conosco, havia saído do hospital, desde que soubera que nós tínhamos reatados e de que Chay seria pai. Confesso que eu tinha um pouco de receio toda vez que ele ia para o hospital, não sabia do que mais aquela mulher seria capaz. Mas quando soube que ela tinha ido embora fiquei mais tranquila. Se eu me encontrasse com aquela mulher eu não responderia pelos meus atos, ela receberia a lição que merecia. Eu era uma pessoa muito calma, mas quando mexe comigo não costumava deixar barato.

Mas graças a Deus tudo isso havia passado, estava tudo bem agora. Eu não pensaria mais nisso. O tempo em que eu pensei que tudo aquilo fosse verdade foi uma das épocas mais tristes de minha vida. Meu coração doía demais toda vez que eu pensava que aquilo tudo tinha acontecido. Mas felizmente não era nada verdade. Chay não tinha me traído, ele era meu e só meu. Eu não conseguia me imaginar sem tê-lo ao meu lado. Era doloroso e terrível demais. De alguma forma eu criara uma dependência dele. Não sabia se isso era bom ou não, mas também não me importava. Eu queria era ele e assim sempre seria.

Era sábado. Eu estava em casa, mas logo sairia para ir experimentar o meu vestido de noiva. Eu já havia escolhido um, que era lindo, perfeito e agora tinha que ir para experimenta-lo novamente e fazer ajustes se fosse necessário.

- Vai sair? – eu estava em frente ao espelho colocando um brinco em minha orelha. Chay envolveu minha cintura com os braços e beijou o meu pescoço.
- Vou experimentar o meu vestido, esqueceu? – perguntei virando-me de frente para ele e envolvendo seu pescoço com meus braços.
- Eu podia ir com você… quero ver você vestida de noiva. – ele falou.
- Nem pensar. Você nunca ouviu falar que o noivo não pode ver a noiva vestida antes do casamento? Da azar. – expliquei e ele riu.
- Você acredita mesmo nisso? – ele perguntou ainda rindo.
- Se eu acredito eu não sei, mas é melhor evitar né? Eu não vou demorar prometo. As meninas vão comigo. – falei.
- Tudo bem, tudo bem. – ele falou e colou nossas bocas. O beijei com ternura e carinho, não me cansava do seu beijo nunca.
- Eu amo você. – falei quando nos separamos. Terminei de me arrumar e chamei Marina. Ela iria comigo, estava tão animada quanto eu.

Saímos e deixei Chay com Milena. Ele iria para a casa dos pais um pouco porque eles queriam ficar um pouco com a neta. Saí de carro e passei na casa de Sophia e Lua, as duas foram comigo, quando eu escolhi o vestido e iriam novamente agora para experimentar.
Chegamos a loja que era enlouquecedora, onde eu sempre admirava os vestidos quando passava em frente. Uma loja somente para noivas e debutantes, com vestidos para esses tipos de ocasiões.

A funcionária nos atendeu e nos levou para o local onde se eram experimentados os vestidos. Eu ficava nervosa já agora, imagina no dia do casamento? Eu estava completamente nervosa e ansiosa. Coloquei o vestido e fui até as meninas que me esperavam sentada.

- Uau! Mel, você está incrível! – Lua foi a primeira a dizer.
- Esse vestido parece que foi feito pensando em você, está incrível no seu corpo! – Sophia comentou.
- Você está parecendo uma princesa de contos de fada mamãe! – Marina falou animada. Fui para frente do espelho enorme que havia ali. Dava para ver o meu corpo inteiro. O vestido era mesmo incrível, lindo demais. Um verdadeiro sonho. Passei as mãos pela extensão do vestido e sorri.
- Vocês acham mesmo? – perguntei.
- Claro que sim Mel, ele é perfeito para você. – Lua falou.
- Esse vestido é um dos mais bonitos que temos aqui na loja. Você está realmente linda. E não estou falando isso porque sou a vendedora. – a funcionaria falou e nós rimos.
- Está decidido, será esse aqui mesmo. – falei e sorri.
- Só vai precisar de alguns ajustes. Você emagreceu desde a primeira prova do vestido. – a funcionaria falou.
- Jura? Achei que tinha engordado. Estou comendo mais devido a ansiedade. – confessei.
- Mas foi o contrario, você emagreceu. – ela falou sorrindo.
- Ótimo então. – falei rindo. – Agora é a vez da Mari experimentar o seu. Ela será quem levará as alianças para nós.

Depois que Marina experimentou o seu vestido, nós quatro demos uma rápida ida ao shopping. Comemos algo por lá e voltamos para casa. Eu contava os dias para enfim me casar com o grande amor da minha vida.




Próximo capítulo, o casamento!!



domingo, 9 de março de 2014

Capítulo 97

Mel narrando

Agora eu estava noiva. Não podia nem acreditar. Eu sempre quis me casar, desde pequena meu sonho era usar vestido de noiva, carregar um buquê e dizer 'sim' para meu marido. E isso tudo se realizaria em pouco tempo. Felicidade era a palavra que definia tudo em minha vida. Meu relacionamento com Chay a cada dia melhorava mais e mais, minhas filhas estavam bem, eu trabalhava no que eu gostava, eu estava definitivamente feliz e de bem com a vida.

Chay e eu fizemos questão de prepararmos uma festa de noivado. Queríamos compartilhar nossa felicidade com todos. Preparamos juntos nos mínimos detalhes e escolhemos junto quem seriam os nossos padrinhos para o casamento.
  
Nossa festa acontecia em nossa casa mesmo, porque era bem grande e tinha um ótimo espaço para isso. Nós ainda não havíamos dito que estávamos noivos, contaríamos aqui, onde também diríamos quem seriam os padrinhos. Nós dissemos que era uma festa comum, que não tinha nenhum motivo especial.

Vieram todos os nossos amigos, nossa família, todas as pessoas especiais estavam aqui pra esse momento também mais que especial de nossas vidas. Eu estava no quarto me arrumando. Usava um vestido soltinho, que ia até metade de minhas coxas.(LooK Mel) Estava um dia ensolarado, quente, então poderíamos usar a piscina durante a festa. Meu cabelo estava solto e eu usava uma presilha para enfeita-lo.

Marina e Milena já estavam lá foram com todas as pessoas que vieram, não eram muitas, mas eram as melhores pessoas de nossas vidas. Saí junto com Chay e cumprimentamos todos que estavam presente ali. Fiquei um pouco com meu afilhado Rafael, conversei com Micael, Sophia, Lua, Arthur, meus pais, os pais de Chay, todos.

Em um momento da festa resolvemos que era hora de contarmos qual era o motivo da festa. Fui com Chay para a mesa onde havia a comida que era servida. Ele pegou em copo e bateu nele com uma colher para chamar a atenção de todos. Os olhares se voltaram para nós e sorrimos para eles. Chay colocou o copo e a colher sobre a mesa e passou um braço em volta de minha cintura, fazendo-me chegar mais perto dele.

- Bom, essa festa tem um motivo especial, não é apenas uma festa comum. – Chay começou falando.
- Eu sabia hein. – Arthur falou alto e todos nós rimos.
- Continuando… essa festa tem um motivo muito especial, que eu e Mel gostaríamos de compartilhar com vocês. – Chay falou e olhou para mim. Sorrimos juntos.
- Vocês vão ter outro filho? – Arthur novamente falou causando o riso de todos.
- Não, não isso irmãozinho. – falei e mostrei a língua para ele que fez o mesmo.
- Por enquanto. – Chay falou e nós rimos. – Nós ainda vamos ter outros filhos sim, mas não é isso que queremos contar pra vocês. – ele fez uma pausa e continuou. – O que queremos contar é que estamos noivos e em pouco tempo vamos nos casar. – as pessoas nos aplaudiram, eu estava completamente feliz. Chay sorriu para mim, aproximou seu rosto do meu e colou nossas bocas em um beijo suave e terno.
- Chay me pediu em casamento e é claro que eu aceitei. – falei e eles riram. – Quero todos vocês presentes em nosso casamento.
- Mas é claro que vai todo mundo mamãe! – Marina falou animada vindo até nós. – Eu amo vocês! – ela envolveu um braço em volta do meu pescoço e o outro no pescoço de Chay. Nós dois beijamos juntos as suas bochechas, um de cada lado.
- E nós também escolhemos os padrinhos de nosso casamento. – falei e dei uma pausa. – Essas quatro pessoas escolhidas são pessoas que nós amamos muito e que são muito especiais. – dei uma pausa novamente. – São Sophia e Micael, e Lua e Arthur. – falei e eles sorriram e vieram até nós dois e nos abraçaram.
- Estou muito feliz com seu convite. – Lua falou depois que me abraçou.
- E eu também amiga, muito feliz! – foi a vez de Sophia me abraçar.
- Então agora vamos voltar à festa! – Chay falou.

Nos divertimos muito naquele dia. Foi uma festa muito agradável, só com pessoas que nos faziam bem. Em um momento tirei o meu vestido e fiquei apenas de biquíni e Chay de sunga. Ele me pegou em seus braços e pulou comigo na piscina. Nos beijamos embaixo d’água, namoramos e brincamos bastante. Depois Chay pegou Mari em seus braços e eu peguei Milena nos meus. Nos divertimos muito ali, todos juntos, minha família, meus amigos. Tudo de mais especial em toda a minha vida










(Web no finalzinho. Próximo capítulo, começam os preparativos para o casamento!)






Capítulo 96

Chay narrando

Minha noite com Mel havia sido incrível. Eu havia planejado aquele dia há um tempo, queria que tudo saísse perfeito e foi assim. Eu a levei a um hotel que ficava de frente para a praia. Eu queria que aquele momento fosse inesquecível.

Eu a pedi em casamento. Apesar de já morarmos juntos, termos filhos, faltava isso. Eu queria me casar. Eu queria que Mel fosse eternamente minha. Eu queria envelhecer ao seu lado. Ver nossas filhas crescerem, depois ver nossos netos e por aí vai. Eu não conseguia imaginar mais a minha vida sem aquela mulher ao meu lado, sem o seu amor, seu carinho, seu beijo. Mel era a mulher de minha vida e eu queria que fosse até os últimos dias de nossas vidas. Era ela e sempre ia ser. Disso eu tinha certeza absoluta.

Passamos a noite toda naquele hotel, nos amando, nos sentindo. O toque de Mel era como uma corrente elétrica que atravessava o meu corpo. Nunca senti nada igual em toda a minha vida. Tudo com ela era único, insubstituível e inesquecível.

Acordei primeiro do que Mel na manhã seguinte. Ela dormia calmamente, parecia um anjo. Ela era linda, acho que linda era pouco comparado à beleza de Mel, ela era magnífica. Olhei para sua mão direita e lá estava o anel que eu havia dado a ela na noite anterior. Ficara perfeito em sua mão. Eu havia escolhido sozinho e fiquei feliz dela ter gostado.

Levantei-me com cuidado da cama e fui ao telefone para pedir o nosso café da manhã. Mel ainda permanecia dormindo. Peguei o meu celular para ligar para meus pais. Eles estavam com Marina e Milena. Minha irmã atendera ao telefone e disse que estavam todas bem. Estava com saudades de minhas filhas, mas eu queria ficar um pouco sozinho com Mel, queria curtir aquele momento nosso.

Em poucos minutos nosso café da manhã chegou. O levei até a cama em uma bandeja. Mel ainda dormia, mas teria que acorda-la. Coloquei a bandeja de lado e me aproximei dela. Primeiro beijei sua testa, logo em seguida seu nariz e por fim seus lábios. Afastei meu rosto do seu e pude ver que ela estava sorrindo, mas ainda com os olhos fechados. Mais uma vez colei o nossos lábios.

- Bom dia meu amor. – falei contra seus lábios. Ela sorriu mais uma vez e abriu os olhos. Fiquei a admirando e notei que suas bochechas coraram e eu sorri. Passei o dedo por seu rosto. – Você fica ainda mais graciosa assim.
- Assim como? – ela perguntou.
- Com as bochechas coradas. – falei e ela sorriu. – Fica ainda mais linda. – ela sentou-se na cama e puxou o lençol para cobrir o corpo. Coloquei a bandeja a sua frente.
- Eu adoro quando você faz isso. – ela comentou.
- Isso o que?
- Fica me mimando, trazendo café na cama. Você fica ainda mais lindo. – ela falou e eu sorri. Dei um beijo em sua testa e começamos a comer. Mel como sempre se lambuzava com chocolate e geleias. Eu achava isso incrível nela, alias tudo que ela fazia eu amava. – Estou com saudades de nossas filhas, mas nós estávamos precisando desse tempo sozinhos. Estava com tantas saudades de você. – ela falou fazendo beicinho. Não resisti e a beijei.
- Estávamos mesmo. Nós temos trabalhado muito, mas tudo no final vale a pena. Estar com você sempre vale a pena. – falei e ela sorriu com brilho nos olhos.
- E você conseguiu esconder de mim que ia me pedir em casamento… como eu não desconfiei disso? – ela perguntou.
- Porque eu sou bom em tudo que faço. – falei e ela riu.
- E nem se acha né? – ela comentou rindo. – Foi você quem escolheu esse anel?
- Fui eu mesmo por quê? – perguntei.
- Ele é lindo. O anel mais lindo que já vi. – ela falou admirando o anel em seu dedo. – Ficou perfeito. Você é incrível futuro marido. – ela falou e eu ri.

Coloquei a bandeja de lado e a beijei novamente. Meu corpo sobre o seu, apenas o fino lençol entre nós dois. Suas mãos passavam por minhas costas e as minhas envolviam o seu corpo. Eu a beijava com todo amor, carinho e desejo que sentia por ela. Nossas línguas numa sincronia incrivelmente perfeita. Enfim nos livramos do lençol e nos unimos novamente. Fazer amor com ela era absolutamente único. Nos amávamos como se fosse sempre a primeira vez, não cansávamos de ficar assim. Mel era o amor da minha vida inteira.



sexta-feira, 7 de março de 2014

Capítulo 95

Mel narrando

Assim que chegamos fui direto para o banho. A curiosidade tomava conta de mim. Eu queria muito saber o que Chay faria. Eu estava ansiosa demais mesmo sem saber o que era. Mas eu sentia que era algo bom, só podia. Chay era maravilhoso e tinha certeza de que quer que ele fosse fazer seria incrível.

Depois de alguns minutos no chuveiro, saí do banheiro enrolada na toalha. Chay estava sentando na cama esperando a sua vez. Ele me olhava de forma maliciosa e isso ainda me deixava um pouco tímida apesar de tudo.

- Devo vestir algo especial? – perguntei para ele que ainda me observava.
- Se veste da maneira que você achar melhor. Você sempre sabe como se vestir. – ele falou naturalmente.
- Chay, me fale pelo menos aonde nós vamos. Eu preciso saber como me vestir direito. – falei e ele riu.
- Sem truques Mel, eu não vou dizer. Você se veste incrivelmente bem sempre. – ele falou e se levantou. – Agora eu vou tomar banho.

Ele foi para o banheiro e eu fiquei no quarto. Abri o meu armário e encarei todas as minhas roupas. Chay não me dizia aonde iríamos, teria que arriscar. Eu decidi usar um vestido. Era um de meus favoritos. Coloquei no corpo e fui para frente do espelho.

A imagem refletida me agradava. Eu estava muito bem para quem já teve dois filhos. Continuei a me arrumar. Coloquei um sapato com salto, o que eu adorava. Usava também vários acessórios, brincos, colar, pulseira e anel. Depois foi a vez da maquiagem. Eu adorava maquiar, a mim mesma e outras pessoas. (Look Mel)

Após alguns minutos, Chay saiu do banheiro. Ele também saiu enrolado na toalha e eu fiz o mesmo, o observando. Ele era lindo. Por completo. Seu corpo parecia ter sido esculpido. Ele era maravilhoso. Ele percebeu que eu o observava e foi até mim. Colou nossos corpos e beijou-me. Por sorte eu ainda estava sem batom. Passei minas mãos em suas costas nuas.

- Você está linda! – ele falou quando nos separamos. Segurou minha mão e me fez dar um giro para ele me olhar por completo. – Eu disse que você saberia exatamente como se vestir.

Não disse nada e continuei a me arrumar. Ele também foi se vestir. Eu estava com saudades das minhas filhas, fazia apenas horas que não as via, mas a saudade já era grande. Mas eu sabia que elas estavam muito bem. Chay havia pensado em tudo e eu confiava nele.

Depois de terminamos de nos arrumar, saímos juntos. Fomos até o carro e seguimos para onde ele tinha planejado ir. O caminho que ele fazia era diferente. Era um lugar que nós ainda não tínhamos ido. O silencio era absoluto no carro. Eu estava doida para perguntar, mas me controlava.
Vez o outra meu olhar se encontrava com o de Chay e nós sorriamos juntos. Era mais que provado que nós tínhamos uma conexão muito forte, desde o primeiro dia que nos vimos. Era como alma gêmea, algo que já estava escrito… se fosse há um tempo atrás eu me acharia louca por estar pensando em coisas assim. Eu nunca acreditei em destino, alma gêmea e em nada dessas coisas… mas quando Chay entrou em minha vida isso mudou. Eu sabia que ele era a minha alma gêmea. Apesar de todas as nossas diferenças, apesar de tudo. Era ele e sempre ia ser. Sorri sozinha com meus pensamentos.
O carro enfim parou. A frente estava um luxuoso hotel de frente para a praia. Um manobrista veio e levou o carro para ser guardado. Chay me deu o braço e eu o segurei. Entramos juntos no hotel.

A recepcionista era muito bonita e sorridente. Fomos até ela. Chay falou com ela, deu o seu nome e ela entregou uma chave a ele. Eu estava encantada com a beleza daquele lugar. Era lindo.
Subimos para o quarto. O ultimo andar do hotel. Chay colocou a chave na porta e a abriu, mas não entrou. Sem entender olhei para ele.

- Você primeiro. – ele estendeu a mão guiando-me para dentro do quarto. Eu entrei e o que vi quase me tirou o fôlego. O quarto estava completamente decorado com flores vermelhas. Havia pétalas delas espalhadas por todo o quarto.

O quarto era impecavelmente arrumado e lindo. Fiquei encantada com cada detalhe que havia nele. Chay seguia atrás de mim. Ainda estávamos em silencio. Havia uma sacada no quarto. Fui até ela e a vista que tive era linda. O céu estava com uma lua maravilhosa, a praia. Parecia que eu estava sonhando.
Quando me virei para trás, Chay segurava um enorme buquê de tulipas vermelhas lindas. Ele estava encantadoramente perfeito. Definitivamente eu estava em um sonho.

- Você fez tudo isso? – perguntei com os olhos marejados. Estava emocionada.
- Bem, eu não. Mas eu pensei em tudo. Fui eu que planejei tudo isso para você. Apenas para você. – ele falou sorrindo. Seu sorriso ainda me arrancava suspiros, desde a primeira vez que nos vimos. Ele colocou o buquê em meus braços. Eu sabia que essas flores tinham um significado especial. Procuraria saber depois.

Coloquei o buquê em cima da mesa e aproximei-me dele. Ele ainda sorria e abriu os braços para mim. Aninhei-me dentro deles e coloquei minha cabeça em seu pescoço. Depositei um beijo ali. Seus braços em volta de mim me passavam segurança.

Nossos olhares se cruzaram e sorrimos juntos. Passei minha mão sem seu rosto, seus lábios. Nos olhares estavam fixos um no outro. Era tão bom amar e saber que eu era amada. Juntei nossas bocas e o beijei com amor, desejo, paixão, ternura.

Quando nos separamos, Chay levou-me até a sacada do quarto. Ali ficamos alguns minutos abraçados, apenas ouvindo um a respiração do outro. Em um momento, Chay separou nossos corpos. Ele colocou a mão no bolso da jaqueta que usava e de lá tirou uma caixinha preta. Meu coração logo se acelerou. Chay ajoelhou-se na minha frente e segurou minha mão direita.

- Mel, meu amor, minha vida… – ele dizia sorrindo. Já havia lagrimas em meu rosto. – você aceita se casar comigo? E passar todos os dias de sua vida ao meu lado? – ele perguntou abrindo a caixinha que estava em sua mão. Havia um lindo anel com uma pedra de brilhante incrivelmente linda.
- Eu… – estava sem voz, quase não conseguia falar. - … eu aceito meu amor, claro que eu aceito. – falei. Meu rosto já estava completamente molhado. Chay tirou o anel da caixinha e colocou em meu dedo anelar. Ele beijou minha mão e se levantou.
- Eu te amo pra sempre. – ele disse olhando em meus olhos. – Você é a mulher da minha vida. – eu não disse nada. Palavras não eram necessárias. O beijei novamente. Chay não existia. Eu estava em um sonho. Mas felizmente era real, era tudo de verdade.

Chay começou a descer seus beijos para meu pescoço, me deixando arrepiada. Ele pegou-me em seus braços e levou-me para a cama. Seus beijos passavam por todo o meu corpo, me causando arrepios. Beijou-me a boca, com desejo, nosso beijo era intenso, cheio de amor. Nos unimos e eu pude senti-lo em mim. Eu estava com saudades dele, de seu corpo no meu. Minhas mãos arranhavam levemente suas costas e Chay mordiscava meu ombro, sempre com cuidado, sempre carinhoso. Nos amamos por toda a noite. Eu o amava, o amava de verdade.