quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Capítulo 3


Mel narrando


Chegamos em casa e logo fomos tomar nosso banho. Primeiro foi a vez de Marina e depois foi a minha. Marina tinha a mesma mania de cantarolar durante o banho, assim como eu, e de falar sozinha, assim como o pai dela.
Lembrei-me de Augusto… Eu o conheci quando tinha apenas 14 anos. Mas de inicio, era apenas amizade mesmo e nunca rolou nada a mais, além disso. Depois de algum tempo nós começamos a ficar e na minha festa de 15 anos ele pediu permissão aos meus pais para me namorar. E desde então nos namoramos.
E com 18 anos eu engravidei. Para Augusto foi uma alegria, ele realmente adorou a noticia de que iria ser pai, eu também estava feliz, mas um pouco assustada por ser mãe tão cedo. E Augusto se alegrou mais ainda quando soube que seria uma menina.
 Ele assistiu ao parto e foi quem escolheu o nome de Marina. Me dava toda a assistência possível, era um excelente pai. Mas só teve três meses com a filha. Um dia voltando do trabalho de carro com os amigos, um caminhão desgovernado bateu em cheio no carro que ele estava.
Das quatros pessoas que estavam no carro, duas morreram, entre elas Augusto. Eu fiquei em choque quando soube do acidente. Estava tudo bem e de repente se acabou. Nós estávamos morando juntos desde o nascimento de Marina, mas depois do ocorrido voltei para a casa de meus pais.
Estava totalmente fragilizada e abalada com toda aquela situação e ainda tinha um bebê de apenas alguns meses que precisava de mim, que eu precisava cuidar.
Eu amava Augusto, foi o meu primeiro amor. Desde então eu nunca mais me apaixonei novamente. Saí e fiquei com outras pessoas depois disso, afinal os anos passavam, mas não era a mesma coisa.
Marina sentia a falta de um pai. Ela sempre me perguntava sobre ele e eu dizia que ele estava no céu e que havia virado uma estrelinha. Ela acreditava, mas ela sabia que ele havia morrido.
Na época festiva de dia dos pais, Marina se entristece, pois amiguinhas tem o pai pra levar e ela não. E por sentir tanto assim, ela acabou se apegando muito em meu  pai e em meu irmão Arthur. Ela adora ficar com eles, e eles sempre fazem todas as suas vontades. Marina é a princesinha da minha família e o cuidado é redobrado com ela, devido ao seu problema.
Eu estava em meu quarto, sentada em minha cama, vendo fotografias minhas com Augusto na nossa adolescência. Marina parou na porta do quarto.
 - Posso entrar mamãe? – ela perguntou.
- Claro minha filha, vem cá. – ela estava de camisola e segurava uma boneca de pano nas mãos.
- Mamãe, você estava chorando? – ela olhava para meu rosto. Coloquei as mãos nos olhos e eles estavam úmidos. Eu havia chorado e nem percebi.
- Não filha. Deve ter caído alguma poeirinha no meu olho. – menti. E Marina do jeito que era esperta não acreditou no que eu disse.
- Mamãe, não precisa mentir. Você estava aí olhando as fotos do papai e acabou chorando. Você sente falta dele, né?
- Sinto filha, e você também sentiria se tivesse tido mais tempo com ele. Quando ele virou uma estrelinha você era apenas um bebezinho.
- É, mas mamãe, sabe uma coisa que a vovó Estela me disse? – Estela era a mãe de Augusto.
- O que ela falou?
- Ela falou que quando as pessoas viram estrelinhas, elas ficam lá no céu nos protegendo. – Marina disse serenamente.
- Quando ela te falou isso filha?
- Dá ultima vez que nós fomos lá. Ela pediu para eu não esquecer e eu não esqueci.
- Ela tem razão, seu pai está nos olhando lá de cima. – ela concordou com a cabeça.
- Mas sabe de uma coisa que eu acho que você precisa? – Marina perguntou.
- Do que eu preciso?
- De um namorado! – ela falou alto e rindo.
- Isso é coisa que se diga pra sua mãe? – perguntei também rindo.
- Mas eu estou falando sério mamãe!
- Ah, você está falando sério? – ela confirmou com a cabeça. – Quero ver você ficar séria agora.
Comecei a fazer cócegas nela. Marina gargalhava alto. Não tinha coisa melhor do que ouvir a risada de minha filha. Era musica para meus ouvidos.
- Chega mamãe, está bom! – eu parei e ela continuou rindo. – Posso dormir aqui com você hoje?
- Pode meu amor. – dei um beijinho nela e nos deitamos. Fiquei agarradinha com ela e acariciava seus cabelos.

Fiquei pensando, talvez Marina tivesse mesmo razão, talvez eu precisasse mesmo de um namorado.

10 comentários:

  1. ''- Mas sabe de uma coisa que eu acho que você precisa? – Marina perguntou.
    - Do que eu preciso?
    - De um namorado! – ela falou alto e rindo.
    - Isso é coisa que se diga pra sua mãe? – perguntei também rindo.
    - Mas eu estou falando sério mamãe!'' awnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn que apego meu Deus, ai Ari, chorei lendo esse capítulo haha, amei amei amei! Quero maaais. - Angel.

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  2. a Mel e a Mari (olha a intimidade rsrsrs) é a coisa mais fofa do mundo!!!!

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    1. adorei esse "Mari", apelidinho super fofo, agora só vou chamar ela assim! haha

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  3. concordo com a Marina, a Mel tá precisando de um namorado, de preferencia q seja o Chay!!! hahaha

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    1. nao vejo a hora dele aparecer na web, fico imaginando o apego como vai aumentar!!!

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  4. Perfeito! tao lindas as duas!!!

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  5. aiiin q apego a Mel e a Marina, muito fofas!!! posta mais!!

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  6. amando sua web Ari! louca para ler mais!

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  7. aiiin q fofo esse dialogo delas, alem de mae e filha, sao melhores amigas, e olha q a Mari só tem 7 anos!!! amei!

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  8. Precisa e eu posso te indicar um tal de Chay

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